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Nada mais importa…

15 de abril de 2008 — Deixe um comentário
                     Bom, depois de tanto tempo sem escrever, realmente eu deveria ter muito o que falar, mas na realidade não tenho tanto… O fato é que o muito passar do tempo não significa muitas coisas resolvidas (pelo menos não sempre) e é incrível como a vida nos "prega" peças! O nosso muito se preocupar, fazer e falar de fato não produzem tantos resultados em si mesmos, e creio que é isso o que tem que ser registrado destes últimos tempos. Muito falar, muito fazer, muito se inquietar… muito que se traduz em nada!!! Um verdadeiro "nadar, nadar e morrer na praia"….rsrsrsrs..se não fosse trágico, seria cômico! (Acho q eu já disse isso antes… ^^) Mas existe uma esperança que supera essa frustração: Jesus Cristo. Sabe, esse homem/Deus conhece cada uma das nossas dificuldades e fraquezas. Hebreus diz que nós temos um sumo sacerdote que se compadece de nós, pois em tudo, como nós, foi tentado, porém sem pecado… e sabe, tudo o que eu preciso saber é que Ele me olha sem me julgar. O olhar de amor do meu amado é tudo o que eu preciso pra continuar crendo no futuro que Ele reservou pra mim… um futuro de glória incomparável que a cada dia que passa se torna mais real pra mim. Claro, não por que eu esteja vendo, mas por que dentro de mim uma doce voz me diz "crê somente"… Eu sei que Ele me ama e isso é tudo! Nada mais importa…
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora, a tomar café correndo porque está atrasado.

A gente se acostuma a ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo na viagem, a comer sanduíches porque não tem tempo para almoçar.

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios, a ligar a televisão e assistir comerciais.

A gente se acostuma a lutar para ganhar dinheiro, a ganhar menos do que precisa e a pagar mais do que as coisas valem.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não a das janelas ao redor.

A gente se acostuma a não abrir de todo as cortinas, e a medida que se acostuma, esquece o sol, o ar, a amplidão.

A gente se acostuma à poluição, à luz artificial de ligeiro tremor, ao choque que os olhos levam com a luz natural.

A gente se acostuma às bactérias da água potável, à morte lenta dos rios, à contaminação da água do mar.

A gente se acostuma à violência, e aceitando a violência, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não haver a paz.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza para preservar a pele.

A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que de tanto se acostumar, se perde por si mesma.

A gente se acostuma, eu sei, mas não devia.

 
(Extraído do orkut de Neto)-Não tenho a menor idéia de quem seja o autor..rsrsrsrs…