Sobre o que se deve guardar…

6 de outubro de 2009 — Deixe um comentário
Não é difícil perceber que há muitas coisas que guardamos todos os dias. Naturalmente, sempre temos algumas coisas que precisamos guardar, sejam as chaves do carro, o dinheiro que recebemos, uma carta de amor que é de grande valor emocional ou quaisquer outras coisas.

É tão comum essa prática no nosso cotidiano, que até encontramos lugares específicos para guardar aquelas que consideramos de maior estima ou valor monetário. Cada coisa tem seu lugar na maioria das casas, e os objetos mais valiosos são colocados nos lugares onde não haja risco à sua integridade física, ou de que sejam usurpados por alguém.

No reino espiritual não é diferente. A Palavra de Deus nos ensina a guardar muitas coisas.

Podemos encontrar versículos nos ensinando a guardar os mandamentos de Deus, guardar a nossa língua para não pecarmos, guardar a nossa confissão de fé… Enfim, há muitas coisas que precisamos guardar, mas a Palavra nos alerta de modo especial acerca de uma delas, dizendo:

Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida. (Provérbios 4.23)

É certo que a conotação do verbo “guardar” quando falamos de coisas espirituais é figurativa. Não estamos falando aqui de abrir uma gaveta e pôr o nosso coração lá dentro. “Guardar”, neste contexto, significa “observar, vigiar, manter, preservar, guardar de perigos”. Precisamos guardar o nosso coração!

Mas de que e por que precisamos fazer isso?

Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. (João 4.14)

O nosso coração é uma fonte de águas vivas que jorram para a vida eterna! A fonte é o local primário de onde tiramos algo. Neste caso, Jesus estava falando acerca do novo nascimento e da vida que brota do coração humano recriado por Deus. Ele estava tratando figurativamente de uma parte de nós que é o centro da nossa existência e de onde vem todo o nosso suprimento: o coração.

Eu não sei se você já parou pra pensar nisso, mas há uma concorrência entre a inspiração que flui de dentro de nós para a santidade, e a que vem do mundo para a desordem. São pensamentos totalmente diferentes que “militam” por espaço e dividem a nossa atenção. Paulo sabia muito bem dessa concorrência e alertou os Romanos a este respeito dizendo:

E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12.2)

Quando nascemos de novo nosso coração está limpo das inclinações satânicas, no entanto, o mundo está cheio delas, “fantasiadas” de filosofias muitas. Satanás, por sua vez, está sempre buscando sorrateiramente “despejar” esse lixo dentro de nós através de literaturas, da TV, de comentários de pessoas facilmente influenciáveis… Enfim, ele sabe que a mente é apenas a primeira fase do processo, e que em seguida a uma pequena meditação, o nosso coração vai sendo cheio daquilo em que pensamos e falamos.

Na carta aos Romanos, Paulo estava exortando o povo a levar uma vida de santidade e temor divinos, baseado no que eles já sabiam sobre a misericórdia que Deus havia exercido para com eles. Ele sabia que se atentássemos para tamanho da misericórdia do Pai, o fim disso seria santidade. Contudo, ele também sabia que se deixássemos o lixo filosófico do mundo permear a nossa mente, conseqüentemente se arraigaria em nós, bloqueando a fonte da vida que jorra do nosso interior, e não seríamos guiados até a “boa, agradável e perfeita” vontade do Pai.

Amados, não há nada que deixemos permanecer nas nossas mentes que não venha nos ocupar o coração posteriormente. Aquilo em que pensamos “gruda” em nós! Meditar em lixo espiritual é, portanto, sujar o nosso coração, é permitir acumular sujeira na saída de vida que tem dentro de nós e de onde flui o combustível de fé, esperança e amor que nos move a ter uma vida digna com Deus.

Guardar o coração é, portanto, selecionar vigilantemente o que vamos ver e ouvir, considerando apenas aquilo que edifica, que limpa, que aviva!

Quando deixamos essa fonte de vida sempre limpa e nos alimentamos com a Palavra que é o combustível que a faz fluir ainda mais, estamos vivendo a novidade de vida para a qual nascemos e abrindo as portas do sobrenatural para nós!

Fomos vivificados por Deus para viver uma vida abundante no centro de sua vontade, precisamos “guardar” a posição que nos foi dada. Isso requer vigilância e perseverança…

Guarda, pois, teu coração!

Luciana Honorata

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