Essa coisa de ser solteiro…: Parte EXTRA: Dia dos Namorados

11 de junho de 2011 — 9 Comentários

Eu tinha prometido a mim mesma que meu próximo post seria a parte 5 da série “Essa coisa de ser solteiro…”, e não só já tinha um tema em mente, como já vinha escrevendo-o. Contudo, diante de tal oportunidade – leia-se por oportunidade o “dia dos namorados” – decidi “trair” o meu desígnio com este post extra sobre essa festividade peculiar!

Sim, gente, porque esta é mais uma daquelas comemorações “brasileiras”, cujo objetivo é movimentar o comércio e produzir matérias televisivas recorrentes do tipo “O que dar de presente ao seu amado(a)”, “Erros e acertos no look do dia D“, “Receita infalível para jantar à luz de velas” e outras do gênero…

Soltem as pedras, por favor! Nada contra namoro, nada contra namorados, nada contra presentes e muito menos contra jantares à luz de velas, mas… TUDO contra cristão que fica deprimido porque não vai passar o dia dos namorados com “alguém”!

Gente, que absurdo!

Conheço pessoas que quando entra o mês de Junho já andam com aquela cara de limão azedo, só de pensar que vai passar o dia dos namorados sozinhos… Misericórdia! Tudo porque a mídia faz “aquela” campanha em torno de um dia marcado no calendário como especial, embora seja um dia como outro qualquer! É o mesmo sentimento que nos faz comprar pinheiros no natal e enfeitamos as nossas casas com espumas brancas que imitam neve, sem entender muito bem porque (já que no Brasil não neva, pelo contrário, faz um calor danado a maior parte do tempo). Movidos pela tradição e pelo impulso capitalista, somos conduzidos a fazer o mesmo em todas as outras datas “relevantes” neste calendário surpreendentemente fútil do país em que vivemos.

[Obs.: eu poderia falar do ovo de páscoa que até hoje ninguém sabe de que espécie de coelho sai, pois coelhos não botam ovos (já que são mamíferos) e muito menos de chocolate, o que não tem nada a ver com a páscoa bíblica, não é? Entre outras tradições sem sentido… Mas isso a gente deixa para uma próxima oportunidade. Rs…]

Você pode pensar que eu estou recalcada porque não tenho um namorado e, portanto, estou assim, revoltada contra o sistema capitalista e o tradicionalismo como forma de externar a minha frustração!

“Ah, Luciana, duvido que você não comemorasse caso estivesse com alguém…”.

Pois duvidou bem, pois de fato eu adoraria ter um pretexto para dar um presente ao meu amado – caso eu tivesse um. ADORARIA! Eu ia aproveitar mesmo para sair com ele e fazer algo bem legal e marcante, com tudo que o “grande dia” me desse direito… Mas talvez a diferença entre mim e alguns dos que estão lendo o que escrevo, é que o dia seria o pretexto, e não a razão pela qual eu faria. Entendeu?!

Deixa-me explicar melhor: eu não iria comemorar o dia dos namorados porque me sinto devedora ao “deus do calendário” ou sei lá o quê!  De jeito nenhum! O dia dos namorados não pode mais tirar a minha paz, me deixar tristonha, cabisbaixa ou meio amarga, simplesmente porque aprendi algo precioso na Palavra de Deus:

Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. (Romanos 14.5)

Eu sou do time que acredita que todos os dias são iguais! Algumas pessoas fazem distinção entre dias, acreditando que alguns são mais especiais que outros, no entanto, é sinal de maturidade encarar os dias como iguais, até porque eles o são mesmo! Não há um dia diferente do outro, mas somos nós que atribuímos significado às coisas.

O apóstolo Paulo fez esta declaração quando argumentava sobre pessoas que não comiam alguns tipos de alimentos que Deus já tinha liberado para serem consumidos na Nova Aliança, simplesmente porque não haviam compreendido que podiam fazê-lo. Ele os chamou de débeis na fé, ou seja, “fracos”, “infantis”, e em seguida fez o paralelo com os que fazem distinção entre dias e dias. Ele diz, na continuação do argumento:

Eu sei e estou persuadido, no Senhor Jesus, de que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo para aquele que assim a considera; para esse é impura (Romanos 14.14)

É a consideração que faz a diferença, gente!!! Ou seja, nem todo mundo entendeu que o valor do “ritual” ou da “tradição” (no nosso caso em questão, o de separar alguns dias como especiais) não está no rito em si mesmo, mas na motivação e no significado que imprimimos a ele, isto é, na consideração que temos quando realizamos.

“Ora, Luciana, isto não tem nada a ver com o dia dos namorados!”

Mas é claro que tem!!!

O Dia dos namorados faz muito sentido para quem assim o considera, e eu quero te dizer que você pode deixar para considerá-lo quando tiver um propósito, um alvo, um namorado(a)!!!

Para quem está vivendo algo significativo na área emocional, para quem o entendeu como uma oportunidade de demonstrar sua gratidão e apreço a quem está com ele, o dia dos namorados é uma bênção. Glória a Deus pelo “ritual” do dia do relacionamento, pelas oportunidades de maridos e esposas se sentirem renovados pela paixão, de noivos e namorados reacenderem a chama que os leva ao casamento e fortalecer os laços que estão cultivando. Amém? Mas é totalmente desprovido de sentido para um solteiro, e não deve ser motivo de tristeza, de chororô, de lamento… Nãããoooo!

O dia dos namorados não deve fazer sentido para você, solteiro, tanto quanto o dia dos médicos não tem sentido para os advogados, ou o aniversário de “Fulano Betranildo da Silva” (alguém que você não tem ideia de quem seja) não está na sua agenda! Afinal, importante mesmo não é a data do fulano, mas ele, e a comemoração é apenas o pretexto que temos para dizer: olha, consideramos este dia especial porque você é especial para nós! foi o dia em que você passou a existir no nosso meio!!!

Da mesma forma que se considera algo como especial, você pode desconsiderar esta data de forma simples, pois ela só deve fazer sentido para quem está vivendo um relacionamento. A decisão é EXCLUSIVAMENTE sua!

Se você ainda quer me dizer que o problema é que você queria ter um namorado, e não exatamente a data em si, ainda assim, eu quero que você saiba que usar o dia dos namorados como pretexto para sofrer por isso também é uma grande bobagem! Toda a questão está na sua consideração!

Enfim, este é mais um dia 12 de Junho no meio de toda a história da humanidade. Um dia no qual a misericórdia de Deus se renovou na tua vida. Um dia no qual Ele te prometeu que a presença dele estaria em você. Um dia super-super abençoado com toda sorte de bênçãos espirituais nas regiões celestias em Cristo. Um dia maravilhoso que Deus fez para que nos alegrássemos nele… E quer saber? Dia de reconhecer Jesus como nosso maior amor… Assim como todos os outros dias!

Um dia eu já sofri por isso, assim como sofri porque não se lembravam do meu aniversário que era bem no meio de Janeiro, quando todos estavam de férias. Dias antes do “grande dia” eu já ficava deprimida, sabendo que ninguém (ou poucas pessoas) me ligariam ou me dariam presentes… Era um sentimento podre! Até que Deus me fez perceber que não há distinção entre dia e dia, e que muitas pessoas que podiam nem sequer lembrar a data do meu aniversário, eram as mesmas que o ano inteiro me amavam e cuidavam de mim, e se faziam presentes na minha história de forma significativa.

Que neste dia 12 você saiba que é amado (a) por Deus, e que, assim como qualquer outro dia ele quer que você o considere e entregue suas emoções a Ele.

 Feliz dia dos… SOLTEIROS!  =)

Luciana Honorata   

Para ver os outros posts desta série clique abaixo:

Essa coisa de ser solteiro… – PARTE 1

Essa coisa de ser solteiro… –  PARTE 2: Carência

Essa coisa de ser solteiro… – PARTE 3: Medo de ficar só (O preconceito)

Essa coisa de ser solteiro…- PARTE 4: Medo de ficar só (Auto-afirmação)


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9 Respostas para Essa coisa de ser solteiro…: Parte EXTRA: Dia dos Namorados

  1. 

    Muito bom; legal saber da existência do blog 🙂

  2. 

    Falou e disse Luciana. Essa pressão da mídia e do comércio realmente influencia muita gente.

  3. 

    perfeito luciana, parabens mais uma vez!

  4. 

    Gostei muito da reflexão! Continue escrevendo e meditando. Seus textos são riquíssimos.Abraço.

  5. 
    Érico Pontes Régis 15 de junho de 2011 às 17:58

    Amei isso Luciana. Realmente tudo que você falou é verdade. Também tenho vivido tudo isso. Que legal, me gerou um bom sentimento. Concordo plenamente que podemos nós mesmos fazer com que nossos dias sejam extraordinários, por meio de considerarmos a presença do nosso Deus.

  6. 

    Olá!

    Muito bom o post!

    Parabéns pelo belo trabalho apresentado aqui no blog.

    Já estou seguindo!

    Aproveito para lhe convidar a conhecer o meu blog, e se desejar segui-lo, será uma honra.

    Seus comentários também serão sempre bem-vindos.

    http://conexaocomomundo.blogspot.com

    Te espero lá!

    Graça, alegria e paz
    Sem. João Marcos Bomfim

  7. 

    LUCIANA eu já pensava mais ou menos assim ,agora estou convicta . E glória aDEUS que pessoas como voce publicam o que pensa para nos.ABRAÇOS ……

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