Aposto

7 de agosto de 2011 — 4 Comentários

Oi gente!

Saudades de estar aqui…

Antes de qualquer coisa, vou explicando que não apareci porque não deu mesmo! E para quem estava esperando um retorno com a série “Essa coisa de ser solteiro…”, cuja parte 5 eu prometi para logo, vou avisando que vai sair ainda essa semana, ta ok? Ta meio caminho andado… Por enquanto, vou postar essa reflexão que tive num momento difícil e que achei muito importante compartilhar com vocês. Um grande abraço a todos, e eu volto em breve!

=)

Aposto

Quem sabe que, no português, o aposto é uma palavra ou expressão que explica ou se relaciona com um termo anterior com a finalidade de esclarecer, explicar ou detalhar melhor esse termo?

Pois é, aprendemos isto na escola. A professora, procurando deixar mais claro, disse-nos também que “é aquilo que vem entre vírgulas, e pode ser tirado da frase sem prejudicar o seu sentido e/ou compreensão”. Você lembra?!

Eu, particularmente, lembrei-me disto quando, ao ler um salmo, um aposto saltou-me aos olhos de forma interessante. Foi como se ele estivesse lá, com as mãos acenando ao alto, dizendo “ei, repara aqui, olha pra cá, eu não estou aqui à toa”…

Dou graças a Deus, que usa a linguagem e suas peculiaridades para dizer-nos, entre vírgulas simples e próximas, tantas coisas que poderiam não caber em parágrafos inteiros. O Salmo dizia:

‎”Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer um mortal?” Salmos 56.4

Perceba que, se retirarmos o trecho “cuja palavra eu exalto” – que é o aposto – a frase continua tendo sentido e ainda podemos compreendê-la.

O salmista queria dizer, trocando em miúdos, que estava pondo sua confiança em Deus e, portanto, não havia porque temer. Afinal, o que homens podem fazer contra alguém que põe sua confiança no Todo-poderoso? Nada!

O recado estaria dado, e não havia “necessidade” daquele aposto lá no meio, mas… Bendito aposto! De fato, ele estava lá por uma razão. Ele pode até ser desnecessário para a compreensão da frase de uma forma geral, que nos fala sobre o ATO do salmista – confiar em Deus. Entretanto, é crucial para que compreendamos algo além do que os olhos poderiam ver: a sua ATITUDE.

Atos e atitudes podem estar na contramão um do outro. É muito possível que alguém faça algo bom com uma atitude errada, ou faça algo errado com uma atitude certa. Assim como é possível que se faça algo em que as atitudes e as ações estejam em harmonia perfeita. A grande questão é: qual a atitude que Deus espera de nós?

Que exaltemos a sua Palavra! Isto é, que ela seja importante e suficiente para nós!

Não devemos confiar em Deus simplesmente porque não temos escolha e um milagre é tudo que nos resta, ainda que esta seja a situação em que nos encontramos. Digo, a nossa motivação para confiar em Deus não deve ser o desespero ou a falta de opção, mas a certeza de que a sua Palavra é fiel!

Aí está a diferença entre aqueles que recebem o socorro de Deus e os que assistem a vitória dos outros. A verdadeira confiança é aquela que se expressa em louvor, em exaltação à Palavra de Deus.

O segredo do salmista está dentro daquele aposto. Ele exaltava a Palavra porque confiava nela, ele louvava a Deus por suas promessas e sabia o que elas continham: segurança, paz, prosperidade, livramento… isso era suficiente pra ele.

Você nunca irá confiar de fato em Deus, se não aprender a confiar e exaltar a sua Palavra, porque Deus e a sua Palavra são um!

Sabe, muitas pessoas têm perdido a bênção da companhia e do socorro de Deus, porque querem uma confirmação física da sua presença, e alguns, da sua existência. Elas dizem querer saber se Deus está com elas, se ele as ama, se ele se importa, quando têm desprezado aquilo que ele deixou de mais valioso: a sua Palavra.

Elas querem sentir arrepios, nós na garganta, uma sensação estranha, ou quaisquer outros sintomas, para saber que Deus “está na causa”.

Quem sabe um sinal?! “Deus, um sinal seria ótimo! Se aquele passarinho sair daquele galho para aquele outro ali, saberei que o Senhor me ama e vai me ajudar.”

Não importa quantas vezes a Bíblia diga “não temas”, o passarinho e a aleatoriedade irão definir se “esse que eu nunca vejo e as pessoas dizem que me ama” é digno de confiança ou não. Não importa quantas sejam as promessas, se eu não vir, ou sentir, ou se um profeta não for levantado para me dar esta certeza, de modo nenhum crerei…

Eu via muito disso quando fazia rádio. Eu tinha um programa de duas horas de duração numa rádio comunitária aqui em Campina Grande, e recebíamos muitas ligações. A maioria delas era mais ou menos assim: “Irmã Luciana, me dê uma palavra, eu estou precisando…”.

Aquilo me entristecia. Sobretudo quando era depois do momento de ministração da Palavra. Deus falava poderosamente sobre seu amor através da pregação, sobre seu livramento, sobre fé… e parecia que tudo aquilo era inútil. Elas queriam algo como um telegrama ou telefonema de Deus, quando tinham muito mais do que isso: todas as Escrituras e suas promessas, além da presença do Espírito Santo dentro delas, para lembrar-lhes as palavras certas.

“Ora, – diria o salmista – eu tenho elogiado esta Palavra porque nela confio! Eu não venho durante toda a minha vida alheio às verdades do evangelho e no dia da angústia me “benzo” e peço socorro… Não! Eu conheço a Deus por meio de sua Palavra e então aprendo a confiar nele, porque é a sua Palavra que me diz o quanto ele é bondoso, o quanto me ama, o quanto está disposto a me abençoar e o quanto o diabo é um derrotado na minha vida. É este Deus no qual confio, este que tenho conhecido por meio das Escrituras, porque elas testificam do seu caráter. É por isso que tenho exaltado a Palavra todos os dias, porque ela é digna de inteira aceitação, é verdadeira. Posso confiar no seu testemunho! Ela é viva e eficaz. Não se trata de um livro empoeirado e aberto na estante… A Bíblia até pode ficar empoeirada, mas a Palavra não… A Palavra é!

Davi sabia disso. Foi ele quem escreveu este salmo, em dias de muita aflição. Sei que muitas pessoas dizem querer um coração como o dele, o qual Deus apontou como sendo um “segundo o seu”. Entretanto, estas mesmas pessoas muitas vezes não querem agir como Davi, e considerar a Palavra a ponto de exaltá-la.

Sugiro que, ao invés de buscarmos “lá fora” – em sinais, sentimentos, circunstâncias ou profecias – o que temos dentro de nós, comecemos a exaltar aquela que tem poder para nos livrar: a Palavra de Deus!

Em Deus, CUJA PALAVRA EU EXALTO, neste Deus ponho a minha confiança…

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4 Respostas para Aposto

  1. 

    Eita…meninina abençoada, amei esta palavra que benção Lú…realmente temos que viver desta louvado e crendo no que a Palavra já é para nós, independente das circunstâncias, ou de sentirmos ou não…Deus está sempre acima de todas estas manifestações, ele quer nosso louvor e fé!!!

    Saudadessssssssssssssss

  2. 
    Luiz Carlos Reis 8 de agosto de 2011 às 8:17

    De todas as tuas reflexões, lidas até agora por mim, esta foi a mais bem temperada e saborosa – parece ter vindo de algum lugar bem íntimo e especial de teu ser!
    Percebo que foi alento do Paizão para ti….!
    Agradecido por ter repartido este pão!

    Luiz Carlos Reis

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