Essa coisa de ser solteiro… PARTE 5: Nasci para casar?

20 de agosto de 2011 — 3 Comentários

Olá gente, paz a todos!

Voltei com a parte 5, finalmente. Entretanto, vou avisando que logo logo terei que postar a parte 6, continuando a série, porque esse assunto é como abrir uma lata de minhocas – depois que se abre é difícil fechar.

Espero que vocês sejam abençoados. Abraço e até mais!

“Esta é uma das maiores dúvidas que as pessoas têm, e um dos maiores motivos pelos quais muitas pessoas não querem ficar solteiras – elas acreditam que nasceram para casar. Isto quer dizer que elas acreditam ser esta a sua “missão suprema”, seu propósito de vida, seu alvo. Eu mesma já ouvi não apenas uma, mas várias mulheres fazendo essa afirmação, enquanto argumentavam que Deus lhes havia confiado esta tarefa. Elas dizem: “nunca serei completa se não tiver alguém para auxiliar, porque fui criada para isto – ser a auxiliadora de um homem”.

Este é um pensamento equivocado que tem base naquilo que Deus disse quando criou a mulher, cujo registro está no livro de Gênesis:

Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. (Gênesis 2.18)

Este texto tem sido muito mal interpretado pela maioria dos cristãos, e causado a impressão de que a mulher foi feita para suprir uma necessidade do homem e, portanto, sem ele, estaria incompleta, desfalcada, desviada do plano de Deus para sua existência e necessitada urgentemente de um marido para que consiga usufruir das bênçãos divinas para sua vida.

Mas será que é mesmo assim?!

Será que a mulher foi uma “gambiarra”, criada com o único propósito de ser não mais que uma peça de suporte para o homem e, então, todas as demais coisas que ela faça em sua vida seriam apenas distrações, enquanto a oportunidade de cumprir o “plano de Deus” no seio do sagrado matrimônio não aparece?

O que você acha?

Será que a mulher que não se une a um homem por meio do casamento deixa Deus desapontado, “triste”, com a sensação de que algo está errado…? Será?!

Eu, particularmente, estou convencida que não, e gostaria de conversar com você a esse respeito. Porém, antes de argumentar acerca desta declaração, eu gostaria de apresentar o versículo bíblico que, em minha opinião, resume e resolve a questão da existência humana. Digo, independentemente de qual seja o sexo da criatura humana presente neste mundo, há um propósito para o qual fomos criados, e a Bíblia apresenta-o de forma nítida e franca. Está lá, claro como água na fonte:

O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe… de um só [Adão] fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; (Atos 17.24-27)

Costumo dizer que cada pessoa no mundo que busca sinceramente a razão de existir deveria dar uma olhada com atenção neste texto bíblico, e assim não teríamos tantos “filósofos” de plantão procurando o sentido da vida.

Paulo estava discursando ao povo de Atenas, gentios (ou seja, não-judeus) intelectuais que procuravam a razão de ser e existir neste mundo, quando falou estas palavras. Ele não deixou margem para dúvidas sobre o propósito para o qual Deus criou a “raça humana” – para buscarem a Deus.

Veja bem, Deus não criou os homens para buscarem a ele, e as mulheres para ajudarem os homens nesta tarefa. Não! A Bíblia diz que ele criou o ser humano, essa RAÇA especial que pensa e inventa, que cria, que sente, racionaliza, e tem o poder de dominar sobre as coisas, para este fim. Seja homem ou mulher, branco ou negro, escravo ou livre, judeu ou grego, amarelo ou índio…

Se é GENTE, isto é, se é SER HUMANO, se pertence a esta raça, ele foi criado para BUSCAR A DEUS!

Este é o sumo propósito pelo qual você está nesse mundo. Essa é a razão pela qual você respira e seu coração bate todos os dias. Para que você tenha a oportunidade de conhecê-lo e amá-lo pelo que ele é: seu Pai!

Esse texto de Atos explica muito mais do que temos condições de discutir em um tópico da série, e será necessária paciência para que entendamos todas as coisas plenamente. Mas eu queria que você sinceramente jogasse tudo o que você pensava ser o motivo da sua existência fora, caso não se assemelhasse a isso, e agarre tão somente este simples conceito elementar: você nasceu para buscar a Deus!

Você não nasceu para casar.

Você não nasceu para ser engenheiro.

Você não nasceu para ser médico.

Você não nasceu para ser pastor.

Você não nasceu para ser mãe.

Você não nasceu para ganhar as nações.

Você não nasceu para cumprir o seu “chamado ministerial”.

Enfim, você não nasceu para qualquer outra coisa que seja diferente de BUSCAR A DEUS.

Acontece que, o que as pessoas não entendem, é que dentro do propósito geral para o qual fomos criados, existem particularidades estabelecidas pelo próprio Deus, para que cumpramos o nosso objetivo principal. Isto é o que eu chamo de propósitos secundários ou específicos (e vamos conversar sobre eles no próximo post).

É mais ou menos como se a vida fosse uma grande missão, dentro da qual você precisa cumprir outras pequenas, por meio das quais você completa a “missão-mor”. Sendo assim, podemos compreender que tudo o que fazemos nesta vida é um meio para chegarmos ao fim de conhecer a Deus. E isto inclui os nossos relacionamentos.

Ufa, finalmente cheguei neles! Não era de relacionamentos que estávamos falando mesmo? Então, chegamos lá.

Ao contrário do que muita gente pensa, os relacionamentos não são a razão das nossas vidas, mas um instrumento que Deus usa para nos aperfeiçoar. Por meio dos relacionamentos, é que temos a oportunidade de exercitarmos a natureza de Deus que está em nós, e aprendermos a sermos o que fomos criados para ser: sua imagem e semelhança.

Através dos relacionamentos, temos a chance de ser com as pessoas, aquilo que Deus é conosco, e praticar a bondade, a longanimidade, a compaixão, a misericórdia, e tudo aquilo que a natureza divina em nós nos permite. Isso faz com que sejamos aprimorados dia após dia, ficando mais parecidos com o nosso Pai, assim como o nosso mestre Jesus fez.

É por isso que João falou na sua epístola que “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” (1 João 4.20), pois o nosso relacionamento com Deus é desenvolvido e refletido nos nossos relacionamentos humanos.

Quando temos essa consciência, aprendemos a valorizar as pessoas que desprezamos, e a dar a importância devida àquelas que superestimávamos (para não dizer que idolatrávamos). Começamos a aceitar que as pessoas vêm e vão das nossas vidas, seguindo o curso natural das suas próprias, e que alguns relacionamentos podem mudar ou simplesmente cessar, mas vamos continuar firmes, inabaláveis e sobretudo felizes, pois a nossa existência continuará tendo sentido quando elas se forem.

Quantas pessoas por aí não já não tiraram suas próprias vidas (e até de outras), por causa do fim de um relacionamento amoroso? Muitas. Quantas já não definharam até morrer, deprimidas pela morte de um ente querido? Não se pode contar. Quantas vivem frustradas e amargas porque não conseguem realizar a façanha de usar um anel dourado no anelar esquerdo? …

É por causa deste tipo de pensamento enganoso de que “eu não vivo sem você”, ou “eu nasci para isso ou aquilo”, que muita gente tem se suicidado ou vivido de forma miserável. Elas se deixam envolver de maneira tal pelos relacionamentos e metas, que terminam crendo que a vida não tem sentido se “fulano” ou “ ciclana” não estiver mais aqui. Invertem a ordem das coisas, pondo as suas vidas nas mãos de pessoas ou circunstâncias, quando deveriam estar pondo sua confiança em Deus, simplesmente porque ainda não entenderam o porquê de estarem neste mundo, ou se recusam a viver baseadas nesta revelação.

Sinceramente, se você acredita que nasceu para casar, exercer uma profissão, ou quaisquer outras coisas, uma hora ou outra você pode perder sua razão de viver e terminar muito mal. No entanto, se você mantiver seus olhos no motivo real da sua existência – Deus – você jamais perderá a motivação, muito pelo contrário, haverá abundância de alegria e paz, e você se sentirá suprido, ainda que esteja isolado no meio de um deserto.

“porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas” (Romanos 11.36)”

Leia os outros posts da série:

Essa coisa de ser solteiro… – PARTE 1

Essa coisa de ser solteiro… –  PARTE 2: Carência

Essa coisa de ser solteiro… – PARTE 3: Medo de ficar só (O preconceito)

Essa coisa de ser solteiro…- PARTE 4: Medo de ficar só (Auto-afirmação)

Essa coisa de ser solteiro…- PARTE EXTRA: Dia dos Namorados


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3 Respostas para Essa coisa de ser solteiro… PARTE 5: Nasci para casar?

  1. 

    Muito bom Luciana.
    Só um recadinho: eu particularmente acho que os homens é que são incompletos sem as mulheres e não o contrário rsrsrr.

  2. 
    Ivan Garcia Miranda 12 de outubro de 2011 às 22:55

    muito bom luciana, Deus continue te abencoando estou ajudando a divulgar seu blog, pois gostei muitooooo espero que auxilie o meu blog tambem apesar que estou comecando.

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