Google God

26 de agosto de 2011 — 1 Comentário

Indagaram-me, nestes dias, o que seria buscar a Deus. E eu, que pensava que isso era assunto encerrado, prego batido com ponta virada, mais uma vez me equivoquei nas minhas deduções particulares. Entretanto, esse não é o tipo de pergunta que se responde com três palavrinhas, e pedi que me dessem a chance de respondê-la com um breve texto. Vamos lá? A Bíblia diz:

O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe… de um só [Adão] fez toda a raça humana…; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; (Atos 17.24-27)

Sim, a Bíblia afirma que Deus fez toda a raça humana para buscá-lo, mas a questão é: o que isso significa? O que, de fato, implica a busca?

Buscar, no nosso idioma quer dizer, de forma simplista, tão somente “procurar com o fim de encontrar”. Qualquer usuário do Google sabe bem o que isso quer dizer, desde que tenha desejado intensamente achar algo que precisasse com urgência.

Lembro-me de algumas vezes em que precisei de uma informação e passei horas dentro dos “859.477” resultados para uma busca sobre o significado de uma palavra grega, uma imagem que expressasse saudade, como corrigir um erro do Messenger ou qualquer outra informação menos óbvia do que “quanto é um mais um”. Uma certeza tenho: despendeu-me pelo menos duas coisas – dedicação e tempo.

Peraí, você não está comparando a busca por Deus com uma simples busca no Google, está Luciana?

É claro que estou. É uma analogia bem adequada para o nosso tema, afinal, nós nascemos sem noção do que o mundo é na verdade, e precisamos buscar informações acerca das coisas da vida, incluindo sobre aquele que nos criou.

Na verdade, vamos aprendendo a viver aos poucos, a ver o mundo e a realidade que nos cerca através dos nossos olhos, e um pouco através dos olhos de quem nos cerca. Somos bombardeados por conceitos bons e maus, verdadeiros e falsos, realidades temporárias e eternas.

Enfim, crescemos em meio a um universo de possibilidades que estão bem debaixo do nosso nariz – cheirando a hambúrguer, flores ou esgoto. Ao som dos Beatles e Legião Urbana (ou do É o tchan!, dependendo de onde você nasceu… rs..).

O fato é que, apesar de ser um ente espiritual, o homem está imerso numa realidade natural que lhe engoda os sentidos, isto é, se sobrepõe à sensibilidade espiritual que Deus lhe deu quando o criou.

É por isso que não me admira que muitos relutem em crer que existe algo além do que se vê – eu mesma, antes de conhecer o Senhor, tive dificuldades quanto a isso, e fui ateia dos 10 aos 19 anos.

Tudo neste mundo é tão colorido, tão palpável, tão… óbvio! Está tudo muito acessível aos nossos sentidos, enquanto a chama da eternidade que Deus plantou no nosso coração está abafada lá no íntimo, ofuscada pelos holofotes dos milhares de ocupações terrenas e transitórias. (Eclesiastes 3.11)

Vamos combinar que ninguém nasce e instantaneamente recebe a sublime revelação de que Deus existe e é um Pai bom, justo, santo e digno de ser adorado. Nós passamos a perceber isso quando começamos a ver o esmero da sua criação e nos perguntar como pode ser tudo tão harmônico, perfeito, equilibrado. Quando olhamos para o céu e vemos a sua grandeza, sabendo que não podemos transpor estes limites que nem estão ao nosso alcance (não me venha falar da NASA e sobre projetos de cidades em outros planetas! Eu prometo me desculpar pelo “equívoco” quando você me der uma caixa postal em Marte para eu enviar as desculpas pelos correios). Quando percebemos que tantos detalhes e tanta complexidade só poderia ter sido planejados por uma mente brilhante.

É justamente nesse contexto, que entra a questão de buscar a Deus.

Ora, seja sincero, você ainda acha que não precisamos buscá-lo?

Precisamos descobrir quem é esse Deus tão maravilhoso que fez coisas tão grandiosas, inclusive a nós mesmos! Precisamos fazer não uma simples procura, mas uma busca avançada, com direito aos filtros da Palavra de Deus, para que possamos achá-lo em plenitude! Afinal, ao contrário da sua mãe, da sua vó, dos seus irmãos e colegas de faculdade, ele não está limitado a um corpo físico (estou falando do Deus Pai, ok? Vamos ter tempo de falar de Jesus).

Fazemos isso quando olhamos a vida com os olhos do coração, percebendo a mão de Deus em tudo, desde as coisas simples aos grandes acontecimentos.

Quando guiamos o nosso destino baseados no que ele considera legal e relevante.

Quando procuramos entender como funciona a vida segundo sua ótica e nos esforçamos para andar de acordo com o que percebemos que ele espera de nós.

Quando consideramos a sua presença, e mesmo estando sozinhos nos sentimos acompanhados.

Quando ele é o centro da nossa vida, e nosso maior desejo é saber mais sobre quem ele é.

Quando tentamos entender os seus princípios, para assentá-los no nosso coração.

Quando, como filhos amados, aprendemos a conhecer e imitar o nosso querido Pai.

Posso fazer o inverso para que fique mais claro? 

NÃO fazemos isso, quando encaramos a existência como se ela fosse um mero acaso e “já que eu tô aqui, deixa a vida me levar, vida leva ê…”.

NÃO fazemos isso, quando gastamos o nosso tempo de forma egoísta, sem atentar para as preciosidades que estão diante de nós – as pessoas que nos rodeiam.

NÃO fazemos isso, quando vivemos uma religião, e não um relacionamento pessoal e verdadeiro com Deus.

NÃO fazemos isso, quando achamos que oração é equivalente a meia dúzia de palavras decoradas, e não um diálogo aberto e franco.

NÃO fazemos isso, quando fixamos tanto os olhos nas circunstâncias e nas pessoas, que nos esquecemos de “olhar” para ele, e considerar a sua opinião e o seu amor por nós.

NÃO fazemos isso, quando decidimos viver segundo os nossos achismos, e não procuramos conhecer as suas certezas

Enfim, há infinitas maneiras de se “perder” Deus, mas apenas UMA de achá-lo: buscando-o com todo o seu coração, com toda a sua alma, todo o seu entendimento e com todas as suas forças.

Buscar a Deus, portanto, não somente é o propósito da nossa existência, mas também deve ser o nosso estilo de vida, afinal, fomos feitos para isso!

O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe… de um só [Adão] fez toda a raça humana…; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; (Atos 17.24-27)

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Uma resposta para Google God

  1. 

    Glória a Deus.. simplesmente magnifico esse texto.!
    E gostei da comparação com o google.. kkk ^.^
    Shalom.! \o_

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