O texto sem de fato início, sem de fato meio, sem de fato final. Imitando a Palavra.

7 de janeiro de 2012 — 4 Comentários

Oi pessoal!

Totalmente sem tempo de escrever, passei aqui somente para compartilhar um texto de um blog novo sobre literatura e paixão pela escrita/leitura que achei belíssimo!!! Amei o blog Literatortura, e estou indicando para todos aqueles que são apaixonados pelas palavras! Espero que vocês gostem tanto quanto eu.

Beijos e até o próximo post.

Lu Honorata

O TEXTO SEM DE FATO INÍCIO, SEM DE FATO MEIO, SEM DE FATO FINAL. IMITANDO A PALAVRA.

(gra.fo.ma.ni.a)
sf.
1. Psiq. Compulsão patológica de rabiscar, de registrar graficamente, de escrever. 

O texto sem de fato início (porque sempre esteve), sem de fato meio (porque não se pode encontrar), sem de fato final (porque nunca acaba). Imitando a palavra.

A paixão. O ato sublime de euforia. O ponto final entusiasmado. Completo; A obra. O conto. O texto. O artigo. O livro. O personagem. O poema. O vício. Dentre tantas definições de escrever, não recairei no ato poético de que escrever é salvar a vida [como diria Lispector]. Escrever é uma doença. E das mais vertiginosas. Escrever é um vírus impossível de tratar, uma pandemia interna. Espalha-se por todas as alas do corpo. E Deus os acuda! Não, não significa que todos os dias, todas as horas, escrevemos, significa; que somos palavra e por ela vivemos. Palavra. Palavra. Palavra. Somos manifesto cultural, somos páginas e folhas. Somos letras que unidas formam a força; somos fortes e inapagáveis. Somos o que adentra o cérebro e de lá não sai. Queimem livros, queimem computadores, queimem textos. Não se queima a palavra; ela é o verbo, verbo que nunca se fez carne. Como queimar o imaterial? Dessa vida já queimamos (perdemos) muito, ou quase tudo. A casa de Machado se perdeu, a casa das palavras se perdeu, é preciso uma nova!; A casa dos Grafomaníacos. Uma casa inatingível. Onde não se chega, se é pego. De maneira que não se escolhe a gripe, não se escolhe ser grafo. Acontece. O máximo que se faz é facilitar; Na gripe, seja tolo, coloque mão na boca, esteja perto de doentes. Respire o ar dos febris. Troque conversa com os infectados. Na grafomania? O mesmo. Apenas não coloque a mão na boca, pois precisará dela pra falar. E da sua mão pra escrever. Um grafomaníaco não escreve e se cala. Ele primeiro grita –mesmo que internamente- pra depois escrever. E continuar gritando. Basta a primeira letra, a primeira palavra, a primeira linha, o primeiro parágrafo, a primeira fala. O primeiro devaneio. E tudo se faz; [sem ponto final]

Fonte: http://literatortura.wordpress.com/

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4 Respostas para O texto sem de fato início, sem de fato meio, sem de fato final. Imitando a Palavra.

  1. 

    Adorei, Lu! Senti toda a euforia do tom de voz do autor (mesmo que lida na minha mente). Obrigada por recomendar, vou dar uma olha no blog.
    Beijocas!!

  2. 

    ah, que gentil!
    agradeço imensamente pela republicação.
    e parabéns pelo blog, lindíssimo!

  3. 

    Parabéns eu gostei muito também desse blog…:)

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