Há mais motivos para sorrir

14 de junho de 2012 — 3 Comentários

Existem muitos motivos para sorrir, acredite. Muito mais do que você imagina! Muito mais motivos do que para chorar ou lamentar. Muito mais motivos do que para ficar na cama, vegetando, perguntando-se o porquê de certas coisas…

Há quem diga que tudo acontece por um motivo. E se apegam tanto a esse argumento que se perguntam noite e dia que propósito há nisso ou naquilo que lhes aconteceu, para que “aproveitem a lição da vida”. Eu, entretanto, acredito que existem algumas coisas que simplesmente acontecem. Simples assim, e ponto final. Acontecem.

É claro que muito do que nos rodeia, tanto pessoas como circunstâncias, são produtos das nossas escolhas, ou como apropriadamente a Bíblia apresenta: a nossa colheita. Aquilo que semearmos, certamente ceifaremos, e isso é fato imutável. Contudo, de admitir esta verdade, a encarar cada evento como um “sinal divino” ou “propósito místico”, tem uma grande distância.

A questão é onde colocamos nossos olhos. Onde focamos a nossa atenção, a consideração que temos àquilo que acontece conosco. Isso faz toda a diferença, pois apesar da nossa vida de hoje ser fruto das escolhas que fizemos ontem, não somos vítimas do destino, como se fosse irremediável, mas temos o poder de mudar a nossa história com nossas escolhas de agora.

Aprendi, a duras penas, que eu não sou o que está acontecendo comigo, por mais que isso pareça óbvio ou aparentemente sem sentido. Tá cheio de gente por todo lugar que pensa assim como eu pensava – que são aquilo que estão vivendo. Eles absorvem os acontecimentos de tal forma, que se confundem com eles dramaticamente, perdendo-se.

Mas a verdade, – me permita dizer – é que só se pensa deste modo quando não se sabe quem se é de fato.

Há quem pense que é miserável porque vive na pobreza ou experimentou a falência. Quem se veja imundo porque sofreu abuso ou se prostituiu. Quem se pense feio e incapaz porque ouviu críticas. Quem se ache burro porque fracassou. Fraco porque cedeu. Cético porque desesperançou. Doente porque enfermou. Morto porque não vive – existe e vagueia pelo mundo.

Mas eu entendi (ah, se entendi!) que não sou a dor, ainda que venha a senti-la. Eu não sou miséria, ainda que me faltem coisas. Eu não sou descartável, ainda que me tratem como tal. Eu não sou doença, ainda que temporariamente elas me invadam. Eu não sou dúvida, ainda que ela se atreva. Eu não sou solitária, ainda que fique sozinha. Eu não sou imunda, ainda que porventura peque. Eu não sou incapaz, ainda que precise de ajuda…

Sei aquilo que não sou pelo simples fato de ter descoberto quem sou. Descobri de onde vim, e isso soluciona toda a questão.

Uma equação tão simples de entender, tão fácil de resolver, que qualquer criança desvendaria facinho, facinho… No entanto, em um mundo corrompido pelo engano e mergulhado em filosofias vãs, fica difícil “se encontrar”. Um mundo que é lugar onde sofismas (argumentos enganosos que induzem ao erro) disfarçados de sabedoria erudita, nos distraem e nos sentenciam a uma vida de “cachorro louco” – que vive correndo atrás do rabo.

Uma coisa é certa, se você não souber quem você é, se tornará refém desse mundo, pois ele vai te dizer exatamente quem ele quer que você seja, e talvez você não goste muito do papel que ele vai te atribuir, e do lugar aonde ele vai te levar. E não, eu não estou falando do inferno (ainda), mesmo porque, o inferno já está dentro daquele que não se encontrou, o qual experimenta um mar sem fim de angústia, e uma sede insaciável que lhe consome todo o tempo (e que depois será eterno, você queira ou não).

“Deus fez tudo no seu devido tempo. Também pôs a eternidade no coração do homem” (Eclesiastes 3.11)

Gosto deste texto e do contraste que ele traz. Ele trata de conceitos opostos, – tempo e eternidade – que se unem para revelar o propósito divino a respeito do homem. Diz que Deus fez TUDO no devido TEMPO, inclusive o homem. Ora, todas as coisas estão aí – sujeitas ao tempo e seus efeitos, não estão? Todas elas são passivas de transitoriedade, assim como o homem em parte o é (embora apenas por determinado tempo – e graças a Deus por isso, pois quem suportaria rugas pela eternidade adentro?! Rsrs…).

Mas não para por aí. O mesmo texto também diz que ele (Deus) colocou algo no coração do homem que o instigaria a ir além – a eternidade! É ela que nos impulsiona a questionar a vida como ela se apresenta, na sua aparente efemeridade, ao ponto de nos levar às respostas que precisamos. É essa eternidade que tiquetaqueia ao inverso, removendo as fronteiras do tempo e descortinando a imortalidade para a qual fomos criados. Ela é a voz dentro de nós que diz: isso que você vê não é tudo, há muito mais!

Deus sabia que esse mundo colorido e sensacional poderia “embaçar” nossa visão – especialmente de nós mesmos. Ele sabia que precisávamos de um despertador interno, algo que nos lembrasse de quem somos e de onde viemos, para que pudéssemos voltar às nossas origens. Então ele plantou a eternidade dentro de nós, que é, na verdade, a essência do nosso próprio coração – o nosso espírito. É por isso que basta olhar para dentro de si mesmo a fim de se descobrir.

Esse é o “pulo do gato”, isto é, aqui está a chave de tudo! Nós viemos de Deus, e voltaremos para ele. Quando a Bíblia diz que ele é nosso Pai, quer dizer que ele nos gerou e nos fez quem somos, começando por dentro, no nosso íntimo. Somos nobres, porque a fonte de onde viemos é nobre. Somos valiosos, porque a mina de onde saímos é igualmente preciosa. Somos eternos porque a essência dele é assim, e aprouve a ele compartilhá-la conosco.

Pronto, uma parte do dilema está resolvida: sei de que fonte eu procedo, logo, sei qual é o tipo de natureza que tenho. É uma regra de interpretação simples – tão intuitiva como concluir que uma mulher não pode gerar um bebê de acrílico, porque carne gera carne, logo, Deus, que é espírito, nos gerou seres espirituais, e vale dizer, seres espirituais com uma “genética espiritual” semelhante a que nos gerou. A imagem e semelhança do Pai.

Quem olha para dentro de si mesmo vê, ainda que lá longe, o brilho da eternidade pulsando e convocando a uma viagem de volta para casa, o seio daquele que o gerou.

Quem olha pra dentro do seu coração, sabe que ele não foi feito para o tempo, ao contrário, o tempo é que foi feito para ele. E um dia, (ahhh esse diaaa!!!) desnecessário será o tempo porque já estaremos em casa!

É por isso que eu digo que há motivos para sorrir (e muitos!).

Se você ainda não começou, é porque ainda não entendeu…

No amor de Cristo,

Lu Honorata

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3 Respostas para Há mais motivos para sorrir

  1. 

    As circunstâncias da vida pode até me dar mil motivos para chorar, para desistir… Mas Deus sempre dará mil e um para sorrir, continuar, perseverar e jamais desistir. Louvo a Deus e a cada manhã sorrio para Ele, agradecendo o presente de está vivo, que milagre! Por um detalhe eu ainda estou respirando, e é este detalhe que faz toda diferença em minha vida, JESUS CRISTO!

    Um abençoado fim de semana para você Luciana, que as ricas bênçãos do Senhor recaia sobre ti e todos os teus.
    Graça e paz!

  2. 

    O que mais gosto nos seus textos é que você consegue falar exatamente sobre o que muitas vezes questiono?! Impressionante!!! Só mesmo o Espírito Santo…

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