Arquivos para abril 2013

aliança com DeusQuem vai me separar do amor de Cristo?

Ninguém, absolutamente, pois não há como fazê-lo!

Nem problemas, nem tempos difíceis, nem ódio, nem amargura, nem fome, nem desamparo, nem vergonha, nem ameaças, nem punhaladas nas costas, nem medo, nem mesmo os piores pecados listados nas Escrituras…

Nada disso me intimida, porque Jesus me ama.

Estou plenamente convencida de que NADA – nem a morte nem a vida, nem anjos ou demônios, nem a situação presente e nem qualquer circunstância futura, nem poderes, nem alturas vertiginosas ou profundidades insondáveis, nem distâncias, nem silêncios, nem vazios, nem qualquer criatura do universo – ABSOLUTAMENTE NADA! pode me separar do amor de Deus por mim, que foi provado na cruz, pelo sacrifício do meu Jesus!

Eu sou DELE e ele é MEU.

Esse amor está em mim, e eu estou nele.

Somos UM, unidos e misturados, sem emendas…

E continuaremos assim para todo o sempre, eternamente, amém!

Travessia

6 de abril de 2013 — 3 Comentários

sinalizac3a7c3a3o1Percebi ontem que todas as vezes em que estou diante de um grande dilema, me vejo vestida num sobretudo escuro, na beirada de uma calçada, pronta para atravessar a rua numa tarde de inverno. Deduzi que provavelmente esta visão seja uma metáfora da minha alma a respeito do acontecimento iminente. O inverno das incertezas supostamente me exige estar preparada para o frio que a falta de alguns aconchegos familiares farão, logo em seguida à travessia. Depois de alguns passos, lá estarei eu, na outra margem, separada do antigo por algumas novas distâncias.

Na maioria das vezes, eu não quero atravessar.

O que mais me marca nessas visões, é a minha nada sutil hesitação. Não é o cenário vintage, o tremular das folhas ao vento gélido, nem o vai e vem dos carros. Até os figurantes passam desapercebidos… Tudo, na verdade, parece meio estático e desfocado, com aquela insistente hesitação em negrito. Pouco do que se passa do lado de fora me chama atenção, mas posso notar cada milímetro de todo o titubeio do meu relutante coração dentro do peito.

O diretor dessa cena deu um close no apego. No foco dessa lente estão o medo das mudanças e a perda de tesouros emocionais – de fases que, uma vez abandonadas, serão apenas vagas lembranças agridoces. Abraço-as todas por dentro, numa despedida prolongada, como se faz com os amores que se deixa ao longo do caminho. Sofro por antecipação de tudo o que não viverei mais.

Entenda, não é que eu vá sentir falta de pessoas, nem de coisas; nem é falta de cidades ou lugares. É falta de quem eu era, antes da passagem que ainda não fiz, mas que me aguarda bem ali.

Sinto falta, ainda aqui, sob o ar denso do inverno, no meio fio da (in)decisão, bem no centro da hesitação protagonista, como alguém com um déjà vu prolongado que espera até o momento em que o farol, ainda intermitente no pestanejar, lhe permita mais alguns momentos bem ali, onde está…

Antes que ele feche, porém, bem no último segundo, estou decidida a correr, porque mesmo com saudade do conhecido, minha curiosidade apaixonada sempre me faz preferir ver o que está lá, exatamente do outro lado, no final da travessia.

Luciana Honorata