Por que ir às ruas no dia 15?

15 de novembro de 2014 — Deixe um comentário

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Eu nunca participei de manifestação alguma na vida. Aliás, não só nunca participei, como fui crítica severa das manifestações que aconteceram em junho do ano passado – antidemocráticas nas suas raízes e métodos: atrapalhavam o trânsito, feriam o direito de ir e vir das pessoas, depredavam o patrimônio público e, e entre outros inconvenientes, não tinham uma finalidade objetiva. Desta vez, no entanto, faço questão de ir às ruas e manifestar os meus anseios, pois acredito haver uma causa objetiva e justa pela qual levantar a voz: fazer valer a Constituição Brasileira, em tudo que Dilma e sua turma estão atropelando.
Veja bem, não é porque eu odeie o PT. Na verdade, fui indiferente a ele por quase 10 anos, enquanto estava alheia a seu pacto tenebroso com a esquerda radical da América Latina, que suscitou o famigerado Foro de São Paulo. Contudo, tendo tomado ciência da verdade, e uma vez que tenho visto aonde o desgoverno deste partido está levando a nossa nação, sinto-me responsável por usar das VIAS DEMOCRÁTICAS a favor do meu país.
Clamarei por justiça, mesmo que ela não seja feita, por uma questão de consciência.
Eu não quero regresso – na minha bandeira está escrito PROGRESSO logo após a palavra ORDEM, que infelizmente não descreve nem de longe a situação que estamos vivendo. É inaceitável que uma corja de bandidos queira se apropriar da máquina do Estado para promover o retrocesso que essa

ideologia imunda fomenta nos corações dos néscios e daqueles que não amam a liberdade. Não se trata de “meu time” ter perdido (eu nunca votei na Dilma mesmo, logo não é a primeira vez que “perco”, logo a questão não é essa), trata-se do quanto é revoltante assistir o patrimônio público sendo saqueado, a liberdade sendo cerceada, a incompetência da gestão vindo a lume, e de como é  repulsivo ver os líderes políticos que receberam a incumbência de preservar a democracia, sorrateiramente desvirtuando-a para, afinal, implantarem o bolivarianismo que lhes apetece. É sim, estarrecedor, ver o seu dinheiro tão suado, sendo investido nas ditaduras mais cruéis (e me perdoem o pleonasmo, mas julguei necessário por ora), financiando quadrilhas e custeando uma “revolução socialista” que não apenas rechaço, como sei que levará o nosso povo à mesma miséria que já levou a tantos outros, a exemplo da Venezuela e Cuba.
É, em suma, inaceitável. Sinto que estarei sendo omissa se me calar, e como não considero a omissão exatamente uma virtude, decidi falar de todas as formas que puder…
Eu poderia me estender por muitas e muitas linhas, e derramar todos os meus inúmeros motivos para estar no meio de um mar de gente no dia 15 de novembro de 2014, mas vou parando por aqui. Considero suficiente o que foi dito, e deixo meu convite àqueles que, ainda que não tenham suficiente amor à pátria, prezam ao menos pela tão cara liberdade de que ainda gozamos. #VemPraRua. Pode ser que não tenhamos outra chance tão cedo.

Luciana Honorata.

P.S.: Aos que se sentirem tentados a me lembrar que o papel da Igreja é orar, me adianto em assegurar-lhes que sei que também é, e que estou fazendo minha parte. Paz a todos!

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