Arquivos para Alma

Eu tenho inveja da minha prima. Mas é aquela “inveja branca”, de tiete, tipo aquela que dá quando você vê Celine Dion cantando e, ao mesmo tempo que acha incrível, maravilhoso, estonteante e todos os sinônimos superlativos que existam, lamenta não conseguir imitar a performance à altura. “Como eu queria cantar como ela!”, você pensa, “um dia, quem sabe, eu chego lá”.

É que ela escreve melhor do que eu. Ela é descolada, divertida, hilária e emocionante. Tudo ao mesmo tempo (ou no tempo certo). Dá vontade de ler mais e mais das coisas que ela escreve, e às vezes é só um email de “oi, ta tudo bem com você?”, e zé fini! Dá raiva! Você fica querendo mais e acabou logo ali, no “dá notícias”.

Mais raiva ainda, porque ela não se esforça pra isso, simplesmente flui dela, como águas de um rio. A danada pensa daquele jeito… vê se pode!

Foi por isso que, desde que ela me mandou (há um bom tempo) um bendito e-mail acerca das coisas do coração (mentira, era sobre minha solteirice :-P, rs…), eu pensei Continue lendo…

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Do jeito que eu sou

19 de dezembro de 2011 — 9 Comentários

Tenho quase um metro e oitenta, minhas mãos são enormes, calço 39 quando não tem 40 e passei os primeiros 22 anos da minha vida numa acirrada luta contra a balança.

Sou mega-hiper-ultra-desastrada, roí as unhas até o sabugo por anos a fio, tenho ciúmes dos meus amigos, tento aprender violão há séculos (não com tanta perseverança) e não saio da mesma música.

Eu falava “assim”, com a língua nos dentes. Era tímida, acredite (na realidade, em essência ainda sou, embora interprete muito bem a expansividade).“Burra” em geografia e história, gosto de pensar que sou boa em matemática e português, mas não sou fluente em outra língua por “medo de perder” a nativa.

Tenho dificuldades de concentração, esqueço fácil de dar o recado. Rotina não é meu forte, disciplina é esforço sobre humano, e gosto de guardar coisinhas velhas com significado – além de alguns segredos…

Ta bom, não vou falar todos os meus defeitos, afinal, ainda quero um pouco de crédito da sua parte, pois tenho algo a dizer. Algo, aliás, que pode mudar a forma como você se vê. Continue lendo…

Almas Velhas

12 de outubro de 2011 — 17 Comentários

Quando eu era adolescente, minha mãe sempre dizia que quando somos bem jovens, pensamos ser eternos. Ela não era cristã na época, e falava sob uma perspectiva meramente natural, tentando explicar que nessa fase da vida nos comportamos como se não somente a morte, mas o envelhecimento fosse uma realidade distante, quase utópica para nós.

Eu realmente vasculhava na minha mente algum indício de expectação da morte, algum temor da fadiga, e de fato não encontrava nada. Eu sequer me imaginava com mais de 25 anos, e duvidava secretamente de que um dia teria aquela lucidez da qual ela falava. Continue lendo…

Livro de Cabeceira

3 de junho de 2011 — 4 Comentários
Oi gente!!!
Que saudade, viu?! Nossa…!
Em primeiro lugar, quero de antemão explicar aos meus irmãos e amigos seguidores do blog, que estive (e estou) ausente há cerca de um mês por causa das aulas que estou dando no Rhema de Belo Horizonte, além das ministrações por aqui… afinal, preciso de concentração né gente?, e não to tendo tempo para mais nada… De fato, está sendo um tempo maravilhoso e edificante. Estou crescendo muito com este povo abençoado e caloroso de Minas! Entretanto, hoje decidi reabrir as postagens com chave de ouro! Gente, eu não podia deixar de compartilhar este texto, do nosso irmão em Cristo Erik Willians, postado em seu blog “Fatos e Focos”! Ele “falou e disse”, como dizemos no Nordeste, e arrasou com a analogia usada no texto para expressar a sensibilidade que um homem deve ter na hora de escolher uma companheira…
 
Então gente, este é um texto para mulheres e homens lerem e se deliciarem…  valeu Erik! Ficou um sucesso!!!
 
Vou lá, em breve estarei postando de novo, ok? Grande abraço!
 
No amor de Cristo, Lu Honorata!
 

Livro de cabeceira

Certa vez tive que responder uma pergunta um tanto o quanto difícil feita por duas amigas questionaram qual o tipo de mulher que os homens procuram. Continue lendo…

Falamos da última vez sobre o medo de ficar só por causa do preconceito, vocês lembram? Ok, mas hoje, vou falar um pouco sobre o medo de ficar sozinho por uma questão de auto-afirmação.

Vamos, primeiro, combinar que não é fácil ser cobrado pelos outros, ok? Contudo, existe algo pior do que isso, que é cobrar a si mesmo! A mais cruel exigência muitas vezes vem da nossa própria alma, a qual o diabo vem espezinhar, cutucar, questionar… Sempre que puder, ele vai fazer você se sentir errado, enganado, e sugerir que você “dê um jeitinho” com as próprias forças na sua situação. Satanás é especialista em forjar medo, e sempre vai tentar injetá-lo em nós, pintando um quadro na sua mente de que você vai acabar ficando velho, amargo e sozinho, jogado em um asilo. Continue lendo…

Então gente, continuando a nossa “saga” sobre a solteirice, vamos combinar que às vezes bate aquela carência mesmo, não é verdade? Afinal, durante toda a nossa vida, praticamente tudo o que nós vemos na TV diz respeito a histórias de casais apaixonados em diferentes enredos: numa época distante da antiguidade, entre balas e carros voando, em varandas e sacadas recitando poemas, entre encontros e desencontros, em bares, ilhas desertas, viagens, perseguições vampirescas, etc, etc e etc… Continue lendo…

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje vou começar a falar sobre um assunto complicado de se abordar, embora necessário. Não quero ser tendenciosa, desequilibrada, nem nada parecido com isso. Meu interesse é trazer luz e conforto para quem se encontra neste estado, expondo o que a Bíblia fala a esse respeito, sem entrar em nenhum extremo, amém?

Quero, de antemão, pedir perdão aos rapazes que seguem o blog, caso eu me reporte às mulheres com uma frequência maior. Apesar da visão bíblica a este respeito ir além de gênero, isto pode acabar acontecendo, visto que sou mulher, além de todos sabermos que as mulheres são as maiores afetadas tanto pelo preconceito, como pelas críticas e até pelas investidas do diabo na sua auto-estima.Vocês podem me perdoar, rapazes?! Rsrs… Espero que sim! Então, vamos lá!

Faz certo tempo que esse movimento “pró-casamento” vem me incomodando. Não que eu seja contra casamento ou não queira casar, ta gente? De maneira alguma. Mas é que vejo como um sentimento mal disfarçado nas pessoas de que ser solteiro é praticamente um pecado – sobretudo se você é mulher. Continue lendo…

A Parábola da Rã

5 de janeiro de 2011 — Deixe um comentário

Uma pequena história sobre como o orgulho e a vaidade podem arruinar a mais brilhante performance.

Como eu havia prometido ontem, vai aqui a parábola da rã. Já que estamos meditando sobre humildade e orgulho, ela vai nos ajudar um pouco na tarefa de auto-análise. Será que é este o tipo de atitude que nós temos em nossa vida cristã? Bem, vale a pena pensar um pouco e checar se há algo disto em nós…

“Uma rã se perguntava como podia afastar-se do clima frio do inverno. Uns gansos lhe sugeriram que emigrasse com eles, mas o problema era que a rã não sabia voar.

“Deixem-me pensar – disse a rã – tenho um cérebro esplêndido.”

Logo pediu a dois gansos, que a ajudaram a apanhar um galho forte, cada um sustentando-o por uma extremidade. A rã pensava em segurar-se pela boca. Continue lendo…

É o nome de um filme, mas bem que podia ser uma pregação, afinal, ainda que em ordem imprópria, pelo menos o título fala sobre ser suprido em três áreas: física, espiritual e emocional.

Estas são necessidades básicas de cada um de nós: todo mundo precisa de alimento natural; todo mundo precisa de comunhão com Deus; todo mundo precisa de relacionamentos. Somos seres espirituais, que possuem uma alma e habitam num corpo, e embora a protagonista da história não tenha tido a bem-aventurança de encontrar Jesus e descobrir o lugar de cada coisa em sua própria vida, nós temos a chance todos os dias de reajustar as nossas. Continue lendo…

À Luz da Luz

15 de dezembro de 2010 — Deixe um comentário

Certo dia eu estava tirando fotos quando isto me ocorreu. Estava numa daquelas lutas acirradas que as mulheres travam com as câmeras digitais para descobrir o ângulo infalível, aquele que lhe beneficia e esconde o tamanho do seu nariz, as marcas das suas espinhas ou o volume da sua papada, ainda que só você esteja vendo eles. Neste ínterim, foi que eu percebi o “fator luz”.

“Uau! Que achado!”, você poderia me esnobar. “Que bom fotógrafo não saberia que a luz é um dos maiores segredos para o sucesso dos cliques?” Pois é, todo mundo sabe disso, né? Calma, todo mundo é muita gente – digamos que a maioria das pessoas sabem! Mas minha descoberta, entretanto, não foi essa. Continue lendo…

O fim da razão?

9 de dezembro de 2010 — 2 Comentários

No meio pentecostal é muito comum vermos as pessoas supervalorizarem as manifestações do Espírito na igreja. Eu não entendo bem o porquê, mas elas tendem a associar isto ao fim de qualquer racionalidade humana. É como se pensassem que quando Deus regenera nosso coração, no “contrato” esteja o aniquilamento do nosso cérebro, da nossa capacidade de raciocinar, discernir e compreender as coisas.

Existe um sofisma de que, após o novo nascimento, a razão é extinta e então, Deus passa a pensar no nosso lugar. Tudo o que precisamos fazer, segundo esse pensamento, é entrar numa espécie de “estado vegetativo” onde não precisamos compreender nada, mas tudo é apenas “recebido” por uma suposta revelação – por osmose.

Viver pela fé, para alguns, virou sinônimo de viver na ignorância. Continue lendo…

Uma aliada poderosa

15 de novembro de 2010 — 3 Comentários

Há quem despreze o valor da alma. Já ouvi alguns irmãos por aí maldizendo-a, desejando não possuir uma alma, entristecidos, magoados, revoltados por “serem tão da fé”, que melhor seria não ter uma.

De fato, a alma do homem é delicada, melindrosa… às vezes, teimosa, é bem verdade, mas eu costumo pensar que ela é como uma criança, que apenas precisa ser doutrinada da maneira correta.

A alma vibra, chora, se apaixona, fica “amuada”, se ensoberbece, deseja, inveja, desespera, exulta… enfim, a alma oscila entre os hemisférios da vida e da morte, do espírito e da carne, aliando-se, invariavelmente, ao que estiver mais forte.

É extremamente interessante como a nossa alma mostra-se volúvel. Ela é a maior “maria-vai-com-as-outras” que eu, particularmente, conheço. Já percebeu? Presta bem atenção! Basta observar quando vamos a uma conferência ou acampamento espiritual. Nossa! Como ela volta motivada e decidida pelas coisas do espírito! Ambos são “carne e unha”, “faísca e fumaça”, “tampa e panela”! O nosso homem interior, bem alimentado e robusto, conquistou-a como aliada e, unidos, seriam capazes de conquistar o mundo!!!

Em contrapartida, é necessária apenas a volta à rotina, ceder um pouquinho às vontades da carne, ficarmos ocupados com as tarefas do dia-a-dia, nos privarmos do pão da Palavra e comer apenas com o pão de trigo – aquele lá da padaria de seu João – que ela vai se esquecendo pouco a pouco daquela grande ênfase espiritual de outrora, das grandes maravilhas de Deus, dos projetos evangelísticos, dos planos de conquista de uma vida devocional regular, e vai se acomodando… A carne “diz”: vamos!? E lá está ela, com cara de desconfiada, braços dados com a carne, adiando os interesses de Deus e satisfazendo algumas supostas “necessidades imediatas”.

A alma é assim: indecisa. Embora extremamente ensinável. A questão é que, pelo fato de ser aparentemente difícil domá-la e trazê-la como cúmplice na nossa vida com Deus, muitos de nós a repudiamos e queremos subjugá-la, como ao corpo.

Mas a Bíblia não nos ensina a subjugar a alma, nem a escravizá-la! Estas são as recomendações para com o nosso corpo! A nossa alma deve ser tratada, renovada, cuidada… A alma é uma bênção, gente! Ela só precisa ser reconquistada.

Imagine a nossa vida sem a existência da alma! Não teria o colorido das emoções, a adrenalina das lembranças, a sagacidade dos raciocínios… Seria uma vida em preto e branco, de decisões frias e histórias entediantes.

A alma dá sabor às conquistas espirituais, assim como dá brilho aos relacionamentos e sentido às canções.

É certo que a carne teria menos forças sem a alma para colaborar nos seus “desígnios”, contudo, temos que admitir que os nossos cultos seriam menos interessantes e a nossa adoração, apática. Vemos o salmista declarar:

Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. (Salmos 103.1)

Aleluia! Podemos instruir a nossa alma a bendizer ao Senhor, trazendo-a para junto do nosso homem interior, que tem prazer na Lei de Deus! O melhor de tudo é que, quando a ganhamos, é apenas o começo, pois trazemos o nosso corpo também, e então, andamos na plenitude para a qual fomos criados.

O melhor que podemos fazer, portanto, é nunca desprezar o valor dessa maravilhosa bênção que Deus nos deu, mas tratá-la atendendo ao conselho soberano do Senhor que a criou, que nos diz:

(Romanos 12.2) – E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente (alma), para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Luciana Honorata