Arquivos para caráter

Clichês

17 de março de 2011 — 4 Comentários

Oi gente! Voltei!!!

Depois de quase um mês de “férias” do blog, finalmente vou postar algo. É algo que vinha sempre voltando à minha mente como tema, e decidi me render. Espero que você seja abençoado!

Abraço grande!

Clichês

Houve um tempo na minha vida em que eu odiava clichês. Para mim, eles pareciam coisa de gente preguiçosa, que não sabia ou não queria pensar com a própria cabeça, que não queria construir alguma coisa original e particular. Eu fugia disso “como o diabo foge da cruz”, evitando falar ou fazer qualquer coisa muito ordinária, previsível ou óbvia demais. Continue lendo…

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Como um lápis

10 de janeiro de 2011 — 1 Comentário

Oi pessoal!

Esta é uma historinha que rola por aí na net e achei interessante e bem ilustrativa. Lê aí! =)

“O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:

_ Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim? A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

_ Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele quando crescesse. O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. Continue lendo…

A Parábola da Rã

5 de janeiro de 2011 — Deixe um comentário

Uma pequena história sobre como o orgulho e a vaidade podem arruinar a mais brilhante performance.

Como eu havia prometido ontem, vai aqui a parábola da rã. Já que estamos meditando sobre humildade e orgulho, ela vai nos ajudar um pouco na tarefa de auto-análise. Será que é este o tipo de atitude que nós temos em nossa vida cristã? Bem, vale a pena pensar um pouco e checar se há algo disto em nós…

“Uma rã se perguntava como podia afastar-se do clima frio do inverno. Uns gansos lhe sugeriram que emigrasse com eles, mas o problema era que a rã não sabia voar.

“Deixem-me pensar – disse a rã – tenho um cérebro esplêndido.”

Logo pediu a dois gansos, que a ajudaram a apanhar um galho forte, cada um sustentando-o por uma extremidade. A rã pensava em segurar-se pela boca. Continue lendo…

À Luz da Luz

15 de dezembro de 2010 — Deixe um comentário

Certo dia eu estava tirando fotos quando isto me ocorreu. Estava numa daquelas lutas acirradas que as mulheres travam com as câmeras digitais para descobrir o ângulo infalível, aquele que lhe beneficia e esconde o tamanho do seu nariz, as marcas das suas espinhas ou o volume da sua papada, ainda que só você esteja vendo eles. Neste ínterim, foi que eu percebi o “fator luz”.

“Uau! Que achado!”, você poderia me esnobar. “Que bom fotógrafo não saberia que a luz é um dos maiores segredos para o sucesso dos cliques?” Pois é, todo mundo sabe disso, né? Calma, todo mundo é muita gente – digamos que a maioria das pessoas sabem! Mas minha descoberta, entretanto, não foi essa. Continue lendo…

Debaixo do Mesmo Teto

27 de junho de 2009 — 4 Comentários

 

É interessante o conceito que muitos de nós temos a respeito de conhecer a Deus. Percebo que há uma dificuldade em aceitá-lo como sendo uma pessoa, que tem individualidade, pensamentos e sentimentos, assim como nós.

Geralmente, nos esquecemos que fomos feitos à sua imagem e semelhança, o que significa que quase tudo o que somos, é porque ele mesmo o é. Creio que é por essa razão que não o temos conhecido como ele mesmo gostaria, e ficamos sempre à margem daquilo que ele propõe em termos de relacionamento.

Gosto de pensar que conhecer a Deus seja como conhecermos qualquer outra pessoa. Já pensou nisso?!

Observe como existem pessoas que nós só conhecemos de ouvir falar ou que já as tenhamos visto apenas de relance. Destas, não sabemos quase nada a respeito, exceto talvez o nome ou algo que outros nos falaram sobre suas atividades profissionais. Há também aquelas com as quais temos um relacionamento superficial, pois fazem parte do nosso cotidiano, trabalham conosco, congregam na mesma igreja, etc., mas que não sabemos muito sobre elas. Outras há que são mais próximas a nós, como nossos amigos mais íntimos, que sabem a data do nosso aniversário, gosto musical, algumas das nossas virtudes e alguns dos diversos defeitos que temos.

Porém, o nível mais profundo de relacionamento que experimentamos, geralmente acontece com aquelas pessoas que vivem debaixo do mesmo teto conosco. Nossos pais, irmãos, cônjuges… São eles que sabem dos nossos problemas, que nos viram crescer e superar traumas, que nos socorrem quando “entramos numa fria”… Enfim, estes nos conhecem melhor do que quaisquer outras pessoas, e não haveria como ocultar deles aquilo que somos, ainda que quiséssemos, pois o relacionamento constante produz a intimidade, e é ela que proporciona o conhecimento profundo.

Assim também é com o Pai. Existem vários níveis de relacionamento que podemos alcançar na comunhão com ele. Vemos muitas pessoas que ouvem falar de Deus e até viram algumas manifestações do seu poder, mas tudo que sabem sobre ele é a respeito de um “vago Natal com o menino Jesus e um pouco de Papai Noel”. Elas não conhecem quase nada sobre Deus.

Há aquelas, por sua vez, que têm um relacionamento superficial com o Pai. Já foram “apresentadas” a ele por meio do novo nascimento, mas ainda não sabem quem ele é de fato. Algumas até servem na igreja e freqüentam os cultos, mas não se dedicaram a gastar tempo de comunhão com Ele o suficiente para saber do que gosta, como pensa e vê a vida. Muitos cristãos passam toda a sua vida assim: aceitam que a palavra é a verdade, mas não prosseguem em conhecer ao Senhor.

É uma situação bem diferente daqueles que se tornaram amigos íntimos do Todo-poderoso. Estes sabem sobre Deus, e podem falar até com certa propriedade das coisas que viram e ouviram da parte dele. Se Deus se vestisse, por exemplo, eles até saberiam escolher uma bela camisa para presenteá-lo. Entretanto, este nível de relacionamento seria muito bom, se ainda não fosse aquém das expectativas de Deus.

A verdade é que nada se compara a “viver debaixo do mesmo teto com Deus”. Assim como acontece com as pessoas que moram conosco e nos conhecem mais do que quaisquer outras. Não significa “encontrar com ele” nas noites de domingo ou nos cultos de oração, mas dormir e acordar com ele, todos os dias até em fins de semana e feriados, andando em constante comunhão no espírito, dedicando a vida, os pensamentos, as decisões, compartilhando segredos, dando e recebendo, correndo para o seu colo nos momentos de dor, buscando ajuda em momentos de aflição, comemorando junto as conquistas…

Essa é a proposta da Nova Aliança!

Não me refiro apenas a ter a vida de Deus dentro de nós, mas usufruir dessa vida em plenitude. Refiro-me a conhecer a Deus, relacionando-nos com ele. A Palavra nos convoca a isto!

(Oséias 6.3) – Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR.

Conhecer é muito mais que ter informações sobre algo ou alguém. É a informação adicionada à prática. É experimentar a informação. Isso requer tempo e dedicação. E por mais que resistamos a essa idéia, é justamente esse o nível de intimidade ao qual fomos chamados. Se a palavra diz que podemos, é porque podemos!

Deus enviou o seu próprio Espírito para habitar em nós a fim de que possamos conhecê-lo também, e intimamente! Pois “o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (1Co2.10).

Hoje nós podemos experimentar Deus. Temos a sua palavra nos informando sobre seu caráter, sua natureza, seus propósitos, mas também possuímos o seu divino Espírito para tornar esta Palavra real na nossa própria vida. Podemos dizer que sabemos quem ele é, porque “tem sido” em nós e temos provado da sua poderosa presença e manifestação, por menores que possam parecer aos olhos dos incrédulos.

Existe uma unção disponível para que os filhos conheçam o Pai celestial, e experimentem uma vida debaixo do mesmo teto com Deus. Damos graças a Deus por isso, pois os servos não têm parte na herança, no entanto, os filhos usufruem de tudo que é do Pai, e têm o privilégio de serem íntimos o suficiente para serem também amigos e desfrutar da sua maravilhosa presença.

Luciana Honorata