Arquivos para palavra da fé

Falo ou não falo?

21 de fevereiro de 2011 — 2 Comentários

Eita povo, como faz tempo que a gente não se vê por aqui, hein!?! Nossa, estou com saudades de escrever, de postar, de ler,  de blogar…! Saudades de visitar os blogs amigos e ser abençoada lendo as experiências e os pensamentos dos meus irmãos… MAS TO SEM TEMPO!!! rsrs…

Estes últimos dias, tive que me desdobrar e fazer umas horas extras para poder entregar um trabalho no prazo, e fiquei completamente sem condições de escrever. Acho que ainda vou demorar uns dias pra voltar de “mesmo mesmo” ta pessoal? Mas não vou deixar de postar um texto óóótimo sobre liberar sua fé, da pra. Nana Van Vessen, pra q vc seja abençoado, amém?

Beijo grande! Saudades maiores ainda…

No amor de Cristo,

Lu Honorata.

“Criei o título acima para chamar a sua atenção para o ponto essencial,  primordial que não pode faltar para a sua compreensão e prática completa a respeito do assunto FÉ. Se esse último aspecto, (considerando também a questão do não duvidar em seu coração mas crer) não for colocado em prática, a fé não produzirá o resultado esperado. Entenda que, de forma alguma, o Senhor deixará de ser misericordioso ou deixará de operar milagres naqueles que são neófitos na fé e não entendem ainda esses princípios. Antes de qualquer coisa, DEUS É AMOR. Por isso é que nós devemos conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor (parafraseando parte de Oséias 6:3) Continue lendo…

Olá pessoal!

Vai aqui um texto super edificante do nosso irmão e mestre Natan Rufino a respeito de firmeza doutrinária, publicado na revista Conexões, da Alumni Rhema. Vale a pena ler cada linha!

Muita gente conhece bem o texto que diz “errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”. Quem disse isso? Sim, foi o próprio Jesus em pessoa! Isso é pensamento dele! É ideia sua! Esse é o seu ponto de vista a respeito do assunto em questão. Mas aí é que está: qual é o assunto em questão? Preparado ou não para saber a resposta, aí vai: doutrina era o assunto em questão! Jesus explicava aos seus opositores como desenvolver, em sua vida de devoção a Deus, a firmeza doutrinária necessária para conseguir escapar dos “ensinos dos demônios”. Continue lendo…

Olá, gente, graça e paz!

Resolvi postar um vídeo sobre testemunho interior, que gravei para a série “Como ser guiado pelo Espírito” do Conexão Rhema no Portal Verbo da Vida. Espero que vocês sejam edificados, e sejam guiados pelo testemunho de seus corações!

Beijo grande!

No amor de Cristo, Lu.

Uma aliada poderosa

15 de novembro de 2010 — 3 Comentários

Há quem despreze o valor da alma. Já ouvi alguns irmãos por aí maldizendo-a, desejando não possuir uma alma, entristecidos, magoados, revoltados por “serem tão da fé”, que melhor seria não ter uma.

De fato, a alma do homem é delicada, melindrosa… às vezes, teimosa, é bem verdade, mas eu costumo pensar que ela é como uma criança, que apenas precisa ser doutrinada da maneira correta.

A alma vibra, chora, se apaixona, fica “amuada”, se ensoberbece, deseja, inveja, desespera, exulta… enfim, a alma oscila entre os hemisférios da vida e da morte, do espírito e da carne, aliando-se, invariavelmente, ao que estiver mais forte.

É extremamente interessante como a nossa alma mostra-se volúvel. Ela é a maior “maria-vai-com-as-outras” que eu, particularmente, conheço. Já percebeu? Presta bem atenção! Basta observar quando vamos a uma conferência ou acampamento espiritual. Nossa! Como ela volta motivada e decidida pelas coisas do espírito! Ambos são “carne e unha”, “faísca e fumaça”, “tampa e panela”! O nosso homem interior, bem alimentado e robusto, conquistou-a como aliada e, unidos, seriam capazes de conquistar o mundo!!!

Em contrapartida, é necessária apenas a volta à rotina, ceder um pouquinho às vontades da carne, ficarmos ocupados com as tarefas do dia-a-dia, nos privarmos do pão da Palavra e comer apenas com o pão de trigo – aquele lá da padaria de seu João – que ela vai se esquecendo pouco a pouco daquela grande ênfase espiritual de outrora, das grandes maravilhas de Deus, dos projetos evangelísticos, dos planos de conquista de uma vida devocional regular, e vai se acomodando… A carne “diz”: vamos!? E lá está ela, com cara de desconfiada, braços dados com a carne, adiando os interesses de Deus e satisfazendo algumas supostas “necessidades imediatas”.

A alma é assim: indecisa. Embora extremamente ensinável. A questão é que, pelo fato de ser aparentemente difícil domá-la e trazê-la como cúmplice na nossa vida com Deus, muitos de nós a repudiamos e queremos subjugá-la, como ao corpo.

Mas a Bíblia não nos ensina a subjugar a alma, nem a escravizá-la! Estas são as recomendações para com o nosso corpo! A nossa alma deve ser tratada, renovada, cuidada… A alma é uma bênção, gente! Ela só precisa ser reconquistada.

Imagine a nossa vida sem a existência da alma! Não teria o colorido das emoções, a adrenalina das lembranças, a sagacidade dos raciocínios… Seria uma vida em preto e branco, de decisões frias e histórias entediantes.

A alma dá sabor às conquistas espirituais, assim como dá brilho aos relacionamentos e sentido às canções.

É certo que a carne teria menos forças sem a alma para colaborar nos seus “desígnios”, contudo, temos que admitir que os nossos cultos seriam menos interessantes e a nossa adoração, apática. Vemos o salmista declarar:

Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. (Salmos 103.1)

Aleluia! Podemos instruir a nossa alma a bendizer ao Senhor, trazendo-a para junto do nosso homem interior, que tem prazer na Lei de Deus! O melhor de tudo é que, quando a ganhamos, é apenas o começo, pois trazemos o nosso corpo também, e então, andamos na plenitude para a qual fomos criados.

O melhor que podemos fazer, portanto, é nunca desprezar o valor dessa maravilhosa bênção que Deus nos deu, mas tratá-la atendendo ao conselho soberano do Senhor que a criou, que nos diz:

(Romanos 12.2) – E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente (alma), para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Luciana Honorata

Debruçados na Janela de Deus

12 de novembro de 2010 — 4 Comentários

Palavras nada mais são do que “pedaços de nós” em forma de letras ou sons. Cheguei a esta conclusão enquanto meditava sobre o valor que Deus atribui à sua própria Palavra.

A Bíblia nos fala que Deus e a sua Palavra são um, e consequentemente, se nós fomos feitos à imagem e semelhança do nosso Pai, ou como dizem por aí, “uma duplicata em espécie da sua própria categoria”, porque seria diferente conosco?

Nós somos aquilo que falamos, pois as palavras são apenas uma expressão de nós mesmos.

Expressão é a “enunciação do pensamento por meio de gestos ou palavras escritas ou faladas; é o verbo; é o ato de manifestar-se, mostrar-se, dar-se a conhecer”.

As palavras, então, por si mesmas, não têm valor algum. Quando soltas em um dicionário, por exemplo, chegam a ser entediantes, de tão inertes e sem vida. No entanto, quando usadas por nós, são recheadas de significado, pois traduzem aquilo que somos na essência, revelando vontades, emoções, pensamentos e planos.

É por meio delas que expressamos quem somos e o que pensamos a respeito de nós mesmos e do mundo que nos cerca. Por meio das palavras, nós aparecemos de fato.

Porque, quem sabe as coisas do homem, senão o próprio espírito que nele está? (1 Co 2.11)

O mundo interior é vasto, profundo e particular, mas torna-se parcialmente público por meio das palavras, permitindo-nos ser “compartilhados” às pessoas.

Para mim, foi magnífico descobrir que as pessoas nos “experimentam” por meio do que dizemos. Tudo aquilo que somos e nos permitimos expressar, “entra” nelas por meio daquilo que falamos: as nossas opiniões, as nossas experiências, as sensações… Elas “saem” de nós e alcançam as pessoas, levando-nos em porções para dentro delas, pois palavras são muito mais do que fonemas articulados, e infinitamente mais do que letras unidas e pintadas num papel, elas são idéias vivas!

Gosto de imaginar como se nós fossemos uma grande montanha de areia, e as palavras fossem apenas caminhõezinhos carregados de nós, a levar-nos para outros lugares, para onde as enviamos…

Não me admira que Jesus tenha dito que as palavras que ele falara eram Espírito e Vida (Jo 6.63), visto que as letras, os sons e os gestos são apenas veículos pelo qual as palavras se fazem conhecidas, pois na realidade, elas são algo espiritual.

Perceba que as letras se unem para formar um vocábulo, que gera dentro de nós uma imagem, uma idéia, um pensamento. Estas, por sua vez, geram sentimentos que nos fazem reagir positiva ou negativamente.

Foi justamente por essa razão que Jesus falou que havia limpado os discípulos pelas palavras que os tinha falado, pois a sua vida, as suas idéias, o que Jesus era “por dentro”, foi participado aos discípulos por meio das palavras que pronunciara.

Jesus falava, e suas palavras eram mais do que simplesmente sons. Ele falava não só com a voz, mas com a sua própria vida. Por meio das “palavras” ele se comunicava no sentido mais profundo, “dando-se aos pedaços”, partilhando com os discípulos do seu próprio espírito, das suas convicções, dos seus pensamentos, daquilo que ele é em toda a sua essência. As palavras de Jesus penetravam no coração deles e cresciam como uma semente em terra fértil, limpando-os por dentro!

A expectativa de Deus acerca da vida humana era conhecida por Jesus e, com suas palavras ele trazia os discípulos para o mesmo ponto de vista, fazendo-os enxergar a vida de outro ângulo, incitando-os a experimentar a realidade sob uma nova perspectiva, a qual os homens em geral não possuem, justamente por causa das palavras que receberam em discordância com a Palavra de Deus.

Na verdade, percebi que é como se Jesus estivesse “debruçado na janela de Deus”, sendo participante do ponto de vista divino exposto pelas Escrituras e conhecido apenas por aqueles que se dispõem a buscar a verdade com diligência e sinceridade de coração.

Então, da “janela celestial”, ele vê a vida de uma maneira franca, e nos convida a contemplar a mesma paisagem: o horizonte do plano original do Pai, onde nossos umbigos não são o centro do universo e a felicidade não é privilégio de poucos.

Sabe, já estávamos acostumados a “olhar da nossa própria janela”, cuja vista geralmente dá para os terrenos baldios do egoísmo e da ganância. O diabo “semeou” palavras dentro de nós que falam de um mundo cruel e pervertido. Palavras essas, que embaçaram as nossas vidraças e deixaram a nossa casa suja e bagunçada. Palavras que nos fazem pensar sobre nós mesmos e sobre a vida de uma forma diferente daquele que nos gerou.

Deus nos enviou sua Palavra, Jesus Cristo, para nos “tomar pela mão” e nos “debruçar na sua janela”, a fim de apreciarmos a existência do ponto de vista divino, imutável e indefectível, que nos leva à sua vontade que é boa, agradável e perfeita, e é por meio das palavras que ele faz isso.

Atentemos, portanto, para o Espírito e a Vida que estão na Palavra e nos levam a olhar a realidade sob a perspectiva certa!

“Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (João 15.7)

Luciana Honorata