Arquivos para propósitos divinos

Medo da Vontade de Deus

28 de outubro de 2012 — 7 Comentários

Houve um tempo (não muito recente e nem muito far away), em que eu temia a vontade de Deus. Para mim, ela era uma incógnita, um grande mistério insondável a respeito do qual eu não me atrevia a pensar e receava questionar, afinal, fosse lá o que ele tivesse em mente a meu respeito, como Deus soberano criador de céus e Terra, ele devia saber o que estava fazendo.

No entanto, ter ciência de que Deus certamente era preciso em seus projetos não me tranquilizava. Eu me pegava, por muitas vezes, imaginando-o Continue lendo…

Anúncios

Google God

26 de agosto de 2011 — 1 Comentário

Indagaram-me, nestes dias, o que seria buscar a Deus. E eu, que pensava que isso era assunto encerrado, prego batido com ponta virada, mais uma vez me equivoquei nas minhas deduções particulares. Entretanto, esse não é o tipo de pergunta que se responde com três palavrinhas, e pedi que me dessem a chance de respondê-la com um breve texto. Vamos lá? A Bíblia diz:

O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe… de um só [Adão] fez toda a raça humana…; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; (Atos 17.24-27)

Sim, a Bíblia afirma que Deus fez toda a raça humana para buscá-lo, mas a questão é: o que isso significa? O que, de fato, implica a busca? Continue lendo…

Olá gente, paz a todos!

Voltei com a parte 5, finalmente. Entretanto, vou avisando que logo logo terei que postar a parte 6, continuando a série, porque esse assunto é como abrir uma lata de minhocas – depois que se abre é difícil fechar.

Espero que vocês sejam abençoados. Abraço e até mais!

“Esta é uma das maiores dúvidas que as pessoas têm, e um dos maiores motivos pelos quais muitas pessoas não querem ficar solteiras – elas acreditam que nasceram para casar. Isto quer dizer que elas acreditam ser esta a sua “missão suprema”, seu propósito de vida, seu alvo. Eu mesma já ouvi não apenas uma, mas várias mulheres fazendo essa afirmação, enquanto argumentavam que Deus lhes havia confiado esta tarefa. Elas dizem: “nunca serei completa se não tiver alguém para auxiliar, porque fui criada para isto – ser a auxiliadora de um homem”. Continue lendo…

Mulher que se preza

26 de novembro de 2010 — 2 Comentários

Mulher que se preza, é mulher que se ama.  Esta assertiva não saiu do meu coração por dias a fio, numa espécie de lembrança recorrente, como aqueles conselhos de mãe que nos acompanham por toda a vida, mas que me foi dado pelo Espírito de Deus.

Tenho compreendido o valor do respeito a si mesma, às próprias limitações, às nossas peculiaridades, à maneira que o Senhor nos criou. Num mundo dividido entre o desprezo ao sexo frágil e o feminismo exacerbado, há certa dificuldade de nos vermos sob a ótica da Palavra de Deus.

É difícil, no fim das contas, equilibrarmos o nosso ego e encararmos as nossas qualidades com a modéstia de quem as reconhece como dons, enquanto aceitamos as nossas limitações com a consciência de quem sabe que não foi chamado para tal tarefa.

São muitas vozes, ora subestimando o nosso potencial, ora injetando revolta e soberba nos nossos corações, pervertendo a criação de Deus, chamando-nos a ocupar uma “poltrona” que não nos cabe, e o resultado de tudo isso é a frustração! Continue lendo…

Lacunas

23 de novembro de 2010 — 2 Comentários

Lacunas são espaços vazios. O dicionário define como “vácuo, falta, omissão”. Muitas vezes, é essa a sensação que temos, de que a nossa vida está cheia de lacunas e que precisamos urgentemente preenchê-las, sobretudo quando somos jovens.

É justamente nessa fase que nos sentimos mais desfalcados. Olhamos a nossa vida e ela parece estar indefinida; todas as áreas parecem estar “a preencher”, como se fosse um grande formulário de inscrição para a “existência ideal”. Lá estão elas: profissão, relacionamento, chamada ministerial, visão… “qual a sua chamada mesmo?!”, as pessoas nos cobram. Tudo parece incerto. As lacunas parecem estar em neon, bem evidentes, e nós, nos vemos na obrigação de mostrar a todos que temos o poder de defini-las.

É o péssimo hábito que temos de deixar a pressão das circunstâncias regerem as nossas ações. Isso termina tornando-nos crentes sem confiança em Deus, que agem segundo a carne, forçando a barra para as coisas acontecerem, tentando abrir a porta do futuro com o “pé-de-cabra” da ansiedade. No entanto, é nesse ponto que nos frustramos, pois essa não é a linguagem da fé, mas dos nossos sentimentos. São nossos sentidos calculando naturalmente a realidade, enquanto a Palavra nos fala de uma verdade superior: somos plenos!

Na vida do crente não existem lacunas. Ser cristão é, na realidade, ser cheio, completo. A verdade bíblica neotestamentária fala de uma condição de suprimento total em todas as áreas; fala-nos dos crentes como um povo cheio de tudo, superabundante!!!

Somos o povo cujo Pastor não nos deixa faltar nada (Sl 23.1), e que tem promessa de vida, e vida abundante (Jo 10.10), aleluia! A Palavra diz:

“buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” – Mateus 6.33

Jesus estava falando das coisas da vida natural. O que muitos de nós chamamos de lacunas a serem preenchidas, a Bíblia chama de acréscimo. E o acréscimo nunca é o suprimento à falta, mas o excedente, o “a mais”, o bônus!

O que realmente importa, isto é, o essencial e indispensável, nós já temos! Na verdade, estamos transbordando do que realmente interessa! Tudo que precisamos para viver, tanto a vida natural como a vida com Deus, já nos foi dado:

“Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude,” – 2 Pedro 1.3

Somos supridos. Se somos cristãos, – e de fato o somos – para sermos bem bíblicos, podemos afirmar que somos cheios do Espírito Santo, cheios de sabedoria, cheios de bondade, cheios de alegria, cheios de paz, cheios de fé, cheios de ousadia e, sobretudo, cheios de amor. Amor esse que Deus derramou no nosso coração, para que pudéssemos superabundar na sua vontade. Todas as demais coisas são “apenas” acréscimos.

Não me entenda mal, não pretendo menosprezar os seus sonhos. Eu mesma tenho alguns e não quero minimizá-los, muito pelo contrário, quero lhe ajudar a pô-los no lugar certo, para que eles deixem de ser um peso, uma cobrança, ou uma lacuna. Para que você consiga viver a vida abundante que Deus te deu, sem frustrações.

Refiro-me aos nossos sonhos pessoais. Quero que você perceba que a realização deles é como aqueles bônus de videogame, que vamos “pegando” durante o jogo, conforme avançamos em cada fase. Eles não são a finalidade do jogo, mas nos ajudam a jogar. Dão-nos um pouquinho mais de “gás”, de “life”, alguns “super poderes” ou algumas armas extras. Quando a “munição” ta faltando, é legal pegar um desses… Mas entenda: eles não são o objetivo do jogo.

Cada coisa no seu lugar. A vida, na sua essência, é assim mesmo. A causa principal dela não é nos tornarmos bons médicos, advogados, comprarmos uma casa com piscina, usar roupas de marca, casar com alguém bacana, ou ter um casal de gêmeos graciosos. Também não fomos feitos para “ganhar as nações”, pasme você! A Bíblia diz que Deus nos fez para habitarmos sobre a face da terra e para buscarmos a ele (Atos 17.27), e essa é, portanto, a razão pela qual estamos aqui neste mundo: para buscá-lo.

O nosso serviço a Deus é uma oferta que fazemos ao Senhor, é uma resposta de gratidão ao seu infinito amor, e de compaixão pelos nossos irmãos, – especialmente aos perdidos – mas ainda não é o ponto principal da nossa existência.

Se somos cristãos de fato, nascidos de novo e cheios do Espírito Santo, estamos plenos e não há lacunas em nós. Todas as outras coisas, mais cedo ou mais tarde, nos serão acrescentadas. Alguém já disse: “as primeiras coisas, em primeiro lugar”.

Decida pensar da maneira certa, ver-se como Deus te vê: sem lacunas, e receba da vida os acréscimos com alegria e ações de graças, cumprindo o propósito de Deus para sua vida e sendo superabundante em tudo. Nós nascemos para reinar em vida!

Luciana Honorata

Solidão

20 de novembro de 2010 — 12 Comentários


Você pode ter pensado ao ler o título: “lá vem, mais um texto ‘Deus é contigo, você não está só'”, no entanto, apesar deste ser um tema válido e bastante útil, não é meu intuito abordá-lo por ora.

O fato é que eu percebi que a solidão é mal vista por muitas pessoas. Na verdade, pela maioria delas. Conheço pessoas que têm tanto medo da solidão, e desprezam-na tanto, que não se sentem confortáveis sequer de ir ao banheiro sozinhas, mas têm sempre que convidar alguém para acompanhá-las. Elas precisam de companhia para tudo: dormir, acordar, tomar café, trabalhar, assistir TV, orar, viver… Enfim, difícil mesmo é encarar a solidão e o seu silêncio.

Não que eu considere o isolamento a “nova forma de vida”, ou o ideal para o homem, de forma alguma. Isto seria uma tremenda heresia! Eu sei que precisamos uns dos outros, pois a Bíblia enfatiza este fato, sobretudo no Novo Testamento. Entretanto, pergunto-me como é possível que alguém seja cristão e não saiba apreciar a solidão, isto é, a ausência de companhia física por perto.

Ficar sozinho não somente muitas vezes é uma bênção, como em outras, na verdade, é uma necessidade. Não há como termos comunhão com Deus, se não tivermos momentos solitários. Bons períodos de isolamento irão nos proporcionar excelentes momentos com o Senhor, que aprofundarão o nosso relacionamento com Ele, gerando intimidade.

Deus deseja que o conheçamos de forma particular, pessoal, não apenas como os homens de terno e gravata o apresentam nos domingos à noite. Há um Deus além-púlpito, além-imposição de mãos, além-gabinetes pastorais e além-profetas.

Há um Deus que é Pai, quando procurado para o alento e suprimento do filho que estende os braços. Há um Deus que é amigo, quando precisamos desabafar e chorar no colo de alguém que nos compreenda. Há um Deus que é juiz daqueles que ousam nos afrontar. Há um Deus na solidão do nosso quarto, à espera dos nossos corações rendidos.

Jesus sabia disso. Ele aprendeu a usufruir da solidão naquilo que ela tinha para oferecer de melhor. Aliás, Jesus era especialista em aproveitar o melhor das coisas, das pessoas, das circunstâncias… Ele sabia tirar “leite de pedra”, como diriam os mais experientes, e ele é o nosso exemplo.

Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte. João 6.15

Jesus recolhia-se solitariamente em cima dos montes, onde pudesse falar e só ser ouvido pelo Pai. Algumas vezes durante o dia, outras enquanto todos dormiam. Ele desfrutava de uma “solidão” muito bem-acompanhada, longe de todo o burburinho dos alvoroçados discípulos emocionados com os grandes sinais que operava e das mãos estendidas buscando o pão ou a cura. Longe das “tapinhas” nas costas daqueles que queriam agradá-lo e promovê-lo, e mais longe ainda das palavras ferinas dos fariseus que o perseguiam. Ele distanciava-se de tudo e todos, para ficar somente perto daquele que tinha todas as respostas, para todas as perguntas.

Era ali, na comunhão com o Pai, que ele se fortalecia para mais um dia de renúncia e santidade. Era no silêncio do isolamento que a voz do Espírito de Deus se sobressaía apontando o caminho dos milagres e sussurrando as revelações.

O fato é que, somente quando estamos sozinhos, temos a oportunidade de sondar os nossos corações em busca das convicções que Deus tem depositado neles. Muitas vezes, estamos sem direção simplesmente por que queremos recebê-la em frente à TV, ou enquanto nos dedicamos aos sites de relacionamento e às salas de bate-papo.

Penso que teríamos muito mais luz nas nossas vidas, se aprendêssemos a amar a solidão nos termos certos, e a cultivar esses momentos com mais zelo, tornando-os mais freqüentes e entregando-nos com mais fervor.

Lembremo-nos sempre: Deus é galardoador daqueles que o buscam (Hebreus 11.6b), não diante dos homens, mas na solidão do quarto fechado.

Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. -Mateus 6.6

Luciana Honorata

Ele é quem sabe…

15 de junho de 2009 — Deixe um comentário

“Eu é que sei  os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” (Jeremias 29.11)

“Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55.9)

Demorei muito tempo até desvincular esses dois textos na minha mente, e compreender que eram distintos. Eu simplesmente pensava que eles eram um só, e me atrapalhava sempre. Acredito que isto aconteceu porque foi através deles que o Espírito Santo me ensinou a confiar no Pai. Foi a partir daí, que segurança e conforto foram ministrados ao meu coração, pois tinha medo do meu futuro, até compreender profundamente como Deus pensava a meu respeito.

Talvez você ainda sinta medo da vontade de Deus para sua vida por algum motivo, mas a boa nova é que a Palavra declara que ele tem pensamentos bons e planeja um futuro de paz, não de mal, para nós. Isto não é maravilhoso? Pense bem: a mesma palavra que nos convenceu a respeito da vida eterna por meio de Jesus, nos garante que Deus, cheio de amor, tem pensamentos de PAZ, e não de mal, a nosso respeito, e isso tudo para nos dar o futuro que desejamos!

Gosto dessa versão porque diz: “EU É QUE SEI que pensamentos tenho a vosso respeito”. Descobrimos que é Ele quem sabe, e não nós, os planos que ele tem para que sejamos plenos.

Nosso Pai nos conhece muito melhor que qualquer outra pessoa, e melhor até do que nós mesmos. Ele sabe do que precisamos e o que nos fará felizes, até mesmo os desejos mais secretos, pois nos sonda e conhece.

Além disso, seus pensamentos e caminhos são muito mais altos do que os nossos, assim como os céus são distantes da terra! Aleluia! É por isso que não há nada que possamos planejar que seja mais completo e perfeito do que os planos de Deus, e também que nos sintamos tão insatisfeitos quando estamos vivendo da nossa própria maneira.

Muitas vezes, nos “seguramos” dentro dos nossos próprios projetos, impedindo que os planos superiores do Pai se cumpram em nós… Sejam relacionamentos conjugais ou de amizade, uma carreira que nos dá estabilidade, uma posição no departamento da igreja que nos dá destaque, hábitos ou idéias estabelecidas… enfim, não importa o que seja, precisamos “soltar” aquilo que é ideia nossa, e não está dentro do que o Espírito Santo, no seu ministério de ajudador, nos mostra que faz parte do plano de Deus. Precisamos ficar “com as mãos livres” e pegar o que ele já tem preparado para nós, sem medo.

Certa vez, conversei com uma amiga que dizia temer que Deus a lançasse no campo missionário, em algum lugar distante, miserável e sozinha, e por isso, não se firmava na igreja. Pessoas assim não conhecem o caráter de Deus e são dignas de compaixão.

Infelizmente, é assim que muitos cristãos estão vivendo: uma vida medíocre e vazia, mesmo sendo nascidos de novo, por que têm dado ouvidos aos temores que o diabo tem lançado sobre eles, desviando-os da vontade do Pai.

No entanto, a verdade é que não precisamos temer a vontade de Deus, pois é “boa, agradável e perfeita”(Rm 12.2) e o “verdadeiro amor lança fora todo medo”(1 Jo 4.18).

Deus deseja que compreendamos que, antes de termos um Senhor, temos um Pai que nos ama sobremaneira, e que não irá nos obrigar a viver debaixo de um jugo, oprimidos sob um governo tirano. Não! Ele é o que “opera em nós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”( Fp 2.13).

Somos servos por amor, conduzidos docemente pelo nosso pastor aos pastos verdejantes e às águas tranqüilas que estão no centro da sua graciosa vontade.

Não tema a vontade de Deus! Largue o que for necessário para agarrar o que ele tem pra você e experimentará o gozo e a paz que excedem todo entendimento, pois “aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos 8.32)

Luciana Honorata Agostinho