Arquivos para Sonhos

A Pergunta Proibida

16 de janeiro de 2013 — 12 Comentários

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Dizem que não se deve perguntar a idade de uma mulher. Parece que fazer isso, nos dias de hoje, é tido como falta de educação, ética ou etiqueta; um ato considerado como crime passivo de penalidade de fuzilamento, pelo menos no olhar. Isso quer dizer, trocando em miúdos, que se você não quiser correr o risco de ser deselegante, jamais deveria fazê-lo.

Contudo, a poucos dias de completar os célebres-paranoicos-esquizofrênicos 30, considerado comumente como a fronteira etária de conforto para se responder a uma pergunta dessa natureza, tenho me perguntado seriamente quem começou essa brincadeira de mal gosto!

Afinal, o que há de errado ou desonroso em entrar na quarta (ou quinta, ou sexta…) década de sua volátil existência?!

Eu honestamente entendo algumas neuras que se pode ter em relação ao que provavelmente vai acontecer com o seu corpo a partir daí. É justo ponderar sobre o assunto, e é normal se sentir impotente em relação ao caso, mas ainda não justifica tal desconforto.

Alguém poderia tentar explicar, argumentando que os homens têm certo preconceito com mulheres mais (digamos) maduras, e as moçoilas apenas se protegeriam do bullying machista guardando o segredo a sete chaves. Outra pessoa, menos “sociológica” e mais “psicológica”, entretanto, poderia dizer que na realidade as mulheres fazem isso para não se sentirem velhas. (Neste momento estou tentando pensar em outra razão, mas nada me vem à mente…)

Bom, confesso que lembro claramente de, aos 15 anos, pensar exatamente dessa forma: “Mulheres de 30 são velhas, pelamordedeus!”. Achava que, neste ponto da vida, eu já saberia quase tudo relacionado a mim mesma e ao meu futuro, teria minha carreira definida, e todas as lacunas sociais e filosóficas preenchidas, e “blá-blá-blá, já posso morrer em paz!”.

Imaginava, na minha doce inocência Continue lendo…

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Do jeito que eu sou

19 de dezembro de 2011 — 9 Comentários

Tenho quase um metro e oitenta, minhas mãos são enormes, calço 39 quando não tem 40 e passei os primeiros 22 anos da minha vida numa acirrada luta contra a balança.

Sou mega-hiper-ultra-desastrada, roí as unhas até o sabugo por anos a fio, tenho ciúmes dos meus amigos, tento aprender violão há séculos (não com tanta perseverança) e não saio da mesma música.

Eu falava “assim”, com a língua nos dentes. Era tímida, acredite (na realidade, em essência ainda sou, embora interprete muito bem a expansividade).“Burra” em geografia e história, gosto de pensar que sou boa em matemática e português, mas não sou fluente em outra língua por “medo de perder” a nativa.

Tenho dificuldades de concentração, esqueço fácil de dar o recado. Rotina não é meu forte, disciplina é esforço sobre humano, e gosto de guardar coisinhas velhas com significado – além de alguns segredos…

Ta bom, não vou falar todos os meus defeitos, afinal, ainda quero um pouco de crédito da sua parte, pois tenho algo a dizer. Algo, aliás, que pode mudar a forma como você se vê. Continue lendo…