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Debaixo do Mesmo Teto

27 de junho de 2009 — 4 Comentários

 

É interessante o conceito que muitos de nós temos a respeito de conhecer a Deus. Percebo que há uma dificuldade em aceitá-lo como sendo uma pessoa, que tem individualidade, pensamentos e sentimentos, assim como nós.

Geralmente, nos esquecemos que fomos feitos à sua imagem e semelhança, o que significa que quase tudo o que somos, é porque ele mesmo o é. Creio que é por essa razão que não o temos conhecido como ele mesmo gostaria, e ficamos sempre à margem daquilo que ele propõe em termos de relacionamento.

Gosto de pensar que conhecer a Deus seja como conhecermos qualquer outra pessoa. Já pensou nisso?!

Observe como existem pessoas que nós só conhecemos de ouvir falar ou que já as tenhamos visto apenas de relance. Destas, não sabemos quase nada a respeito, exceto talvez o nome ou algo que outros nos falaram sobre suas atividades profissionais. Há também aquelas com as quais temos um relacionamento superficial, pois fazem parte do nosso cotidiano, trabalham conosco, congregam na mesma igreja, etc., mas que não sabemos muito sobre elas. Outras há que são mais próximas a nós, como nossos amigos mais íntimos, que sabem a data do nosso aniversário, gosto musical, algumas das nossas virtudes e alguns dos diversos defeitos que temos.

Porém, o nível mais profundo de relacionamento que experimentamos, geralmente acontece com aquelas pessoas que vivem debaixo do mesmo teto conosco. Nossos pais, irmãos, cônjuges… São eles que sabem dos nossos problemas, que nos viram crescer e superar traumas, que nos socorrem quando “entramos numa fria”… Enfim, estes nos conhecem melhor do que quaisquer outras pessoas, e não haveria como ocultar deles aquilo que somos, ainda que quiséssemos, pois o relacionamento constante produz a intimidade, e é ela que proporciona o conhecimento profundo.

Assim também é com o Pai. Existem vários níveis de relacionamento que podemos alcançar na comunhão com ele. Vemos muitas pessoas que ouvem falar de Deus e até viram algumas manifestações do seu poder, mas tudo que sabem sobre ele é a respeito de um “vago Natal com o menino Jesus e um pouco de Papai Noel”. Elas não conhecem quase nada sobre Deus.

Há aquelas, por sua vez, que têm um relacionamento superficial com o Pai. Já foram “apresentadas” a ele por meio do novo nascimento, mas ainda não sabem quem ele é de fato. Algumas até servem na igreja e freqüentam os cultos, mas não se dedicaram a gastar tempo de comunhão com Ele o suficiente para saber do que gosta, como pensa e vê a vida. Muitos cristãos passam toda a sua vida assim: aceitam que a palavra é a verdade, mas não prosseguem em conhecer ao Senhor.

É uma situação bem diferente daqueles que se tornaram amigos íntimos do Todo-poderoso. Estes sabem sobre Deus, e podem falar até com certa propriedade das coisas que viram e ouviram da parte dele. Se Deus se vestisse, por exemplo, eles até saberiam escolher uma bela camisa para presenteá-lo. Entretanto, este nível de relacionamento seria muito bom, se ainda não fosse aquém das expectativas de Deus.

A verdade é que nada se compara a “viver debaixo do mesmo teto com Deus”. Assim como acontece com as pessoas que moram conosco e nos conhecem mais do que quaisquer outras. Não significa “encontrar com ele” nas noites de domingo ou nos cultos de oração, mas dormir e acordar com ele, todos os dias até em fins de semana e feriados, andando em constante comunhão no espírito, dedicando a vida, os pensamentos, as decisões, compartilhando segredos, dando e recebendo, correndo para o seu colo nos momentos de dor, buscando ajuda em momentos de aflição, comemorando junto as conquistas…

Essa é a proposta da Nova Aliança!

Não me refiro apenas a ter a vida de Deus dentro de nós, mas usufruir dessa vida em plenitude. Refiro-me a conhecer a Deus, relacionando-nos com ele. A Palavra nos convoca a isto!

(Oséias 6.3) – Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR.

Conhecer é muito mais que ter informações sobre algo ou alguém. É a informação adicionada à prática. É experimentar a informação. Isso requer tempo e dedicação. E por mais que resistamos a essa idéia, é justamente esse o nível de intimidade ao qual fomos chamados. Se a palavra diz que podemos, é porque podemos!

Deus enviou o seu próprio Espírito para habitar em nós a fim de que possamos conhecê-lo também, e intimamente! Pois “o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (1Co2.10).

Hoje nós podemos experimentar Deus. Temos a sua palavra nos informando sobre seu caráter, sua natureza, seus propósitos, mas também possuímos o seu divino Espírito para tornar esta Palavra real na nossa própria vida. Podemos dizer que sabemos quem ele é, porque “tem sido” em nós e temos provado da sua poderosa presença e manifestação, por menores que possam parecer aos olhos dos incrédulos.

Existe uma unção disponível para que os filhos conheçam o Pai celestial, e experimentem uma vida debaixo do mesmo teto com Deus. Damos graças a Deus por isso, pois os servos não têm parte na herança, no entanto, os filhos usufruem de tudo que é do Pai, e têm o privilégio de serem íntimos o suficiente para serem também amigos e desfrutar da sua maravilhosa presença.

Luciana Honorata

 

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Todos nós admiramos as grandes coisas. Grandes pessoas, grandes monumentos, grandes ministérios… Tudo o que é grandioso nos fascina e admira. Até temos um “jargão evangélico” na ponta da língua que diz que “tudo que Deus faz é grande, porque ele é grande”. De fato, isto é uma realidade.


Entretanto, devemos compreender que nem sempre as obras grandiosas do Senhor começam do tamanho que as vemos.


O Deus da grande árvore é o mesmo Deus da pequenina semente. Aquele que gerou o grande homem é o mesmo que criou o embrião. Os grandes rios, têm ínfimas nascentes e, no entanto, tornam-se caudalosos no seu curso final.


Praticamente tudo que é grande, começou pequeno.


A palavra de Deus diz que:”porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre nós…Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas.” (Romanos 1.19-20)


A natureza nos revela Deus e seu caráter, e podemos extrair dela, princípios espirituais que nos esclarecerão a verdade sobre a nossa vida.


Uma dessas verdades é que a ordem natural das coisas, é que elas comecem pequenas e se desenvolvem de modo que se tornem grandes e fortes! Desde que o Espírito me falou sobre isso, costumo chamar de “princípio dos pequenos começos”.


“Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel.” (Zacarias 4.10)


A Bíblia diz que não devemos desprezar os pequenos começos! Na verdade, nesta passagem Deus fala por meio do profeta, que aquele que despreza o dia dos pequenos começos, não tem idéia do que eles podem resultar! Zorobabel estava construindo uma casa e o povo estava vendo apenas os alicerces, mas o Senhor via o edifício pronto, terminado e por isso dizia: “eles se alegrarão quando virem o que eu estou vendo!”. Aleluia, Deus é um visionário!


Muitos de nós estamos desprezando o poder que há nos pequenos começos, mas não há nenhuma edificação que possa ser erguida sem alicerces. Não há nenhuma planta que não tenha sido uma semente. Nem nenhum homem que não tenha sido um embrião…


Toda edificação acaba sendo um amontoado de coisas que vão sendo acrescentadas ao seu “esqueleto”, pouco a pouco. O homem, é “apenas” a união de duas pequeninas células que se unem e se multiplicam quando alimentadas pelo útero materno. Assim também, a semente carrega o “poder” de se tornar uma árvore, e só precisa ser regada com água e receber a influência da luz para crescer e se tornar uma frondosa árvore.


Assim também é a nossa vida espiritual. Nascemos de novo e recebemos, dentro de nós, o potencial para sermos grandes, imensos na verdade. Deus nos vê grandes, assim como nosso ministério e tudo quanto nos propomos a fazer. Só que precisamos compreender a nossa parte nesse processo e desenvolver aquilo que ele já nos deu, acrescentando o “material” certo, na ordem correta, sem pular etapas.


Não podemos ficar enganados de que, ao pular etapas, não haverá prejuízo, isso é um engano. Já pensou, se você fosse um empresário, com uma pequena loja e te dessem uma rede de supermercados para administrar? Seria quase impossível fazê-lo, pois você não possuiria a estrutura necessária para tal. Você provavelmente não saberia nem por onde começar!


No entanto, quando nos desenvolvendo pouco a pouco, vamos sendo acrescentados e edificados, vencendo cada dificuldade e sendo fortalecidos para a próxima. Glória a Deus por isso!


Todo o agir do Pai é cheio de sabedoria, e ele nos criou para progredirmos de glória em glória, cada dia um pouco mais. Só assim também valorizamos o que temos. Quando usarmos o que já possuímos, honrando a confiança que ele depositou em nós, ele nos acrescentará  e nos tornaremos cada dia maiores e mais fortes, pois grandes são os planos de Deus e nós somos um deles!


Não despreze o pouco que Deus está confiando em suas mãos neste momento. Existe poder aí pra gerar algo grandioso, você só precisa desenvolver isso, seguindo a ordem correta, guiado pelo Espírito com perseverança, pois muitos se alegrarão quando, tendo desprezado o seu “pequeno começo” virem a grande obra que Deus está fazendo.


(Provérbios 4.18) – Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.


Luciana Honorata

Ele é quem sabe…

15 de junho de 2009 — Deixe um comentário

“Eu é que sei  os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” (Jeremias 29.11)

“Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55.9)

Demorei muito tempo até desvincular esses dois textos na minha mente, e compreender que eram distintos. Eu simplesmente pensava que eles eram um só, e me atrapalhava sempre. Acredito que isto aconteceu porque foi através deles que o Espírito Santo me ensinou a confiar no Pai. Foi a partir daí, que segurança e conforto foram ministrados ao meu coração, pois tinha medo do meu futuro, até compreender profundamente como Deus pensava a meu respeito.

Talvez você ainda sinta medo da vontade de Deus para sua vida por algum motivo, mas a boa nova é que a Palavra declara que ele tem pensamentos bons e planeja um futuro de paz, não de mal, para nós. Isto não é maravilhoso? Pense bem: a mesma palavra que nos convenceu a respeito da vida eterna por meio de Jesus, nos garante que Deus, cheio de amor, tem pensamentos de PAZ, e não de mal, a nosso respeito, e isso tudo para nos dar o futuro que desejamos!

Gosto dessa versão porque diz: “EU É QUE SEI que pensamentos tenho a vosso respeito”. Descobrimos que é Ele quem sabe, e não nós, os planos que ele tem para que sejamos plenos.

Nosso Pai nos conhece muito melhor que qualquer outra pessoa, e melhor até do que nós mesmos. Ele sabe do que precisamos e o que nos fará felizes, até mesmo os desejos mais secretos, pois nos sonda e conhece.

Além disso, seus pensamentos e caminhos são muito mais altos do que os nossos, assim como os céus são distantes da terra! Aleluia! É por isso que não há nada que possamos planejar que seja mais completo e perfeito do que os planos de Deus, e também que nos sintamos tão insatisfeitos quando estamos vivendo da nossa própria maneira.

Muitas vezes, nos “seguramos” dentro dos nossos próprios projetos, impedindo que os planos superiores do Pai se cumpram em nós… Sejam relacionamentos conjugais ou de amizade, uma carreira que nos dá estabilidade, uma posição no departamento da igreja que nos dá destaque, hábitos ou idéias estabelecidas… enfim, não importa o que seja, precisamos “soltar” aquilo que é ideia nossa, e não está dentro do que o Espírito Santo, no seu ministério de ajudador, nos mostra que faz parte do plano de Deus. Precisamos ficar “com as mãos livres” e pegar o que ele já tem preparado para nós, sem medo.

Certa vez, conversei com uma amiga que dizia temer que Deus a lançasse no campo missionário, em algum lugar distante, miserável e sozinha, e por isso, não se firmava na igreja. Pessoas assim não conhecem o caráter de Deus e são dignas de compaixão.

Infelizmente, é assim que muitos cristãos estão vivendo: uma vida medíocre e vazia, mesmo sendo nascidos de novo, por que têm dado ouvidos aos temores que o diabo tem lançado sobre eles, desviando-os da vontade do Pai.

No entanto, a verdade é que não precisamos temer a vontade de Deus, pois é “boa, agradável e perfeita”(Rm 12.2) e o “verdadeiro amor lança fora todo medo”(1 Jo 4.18).

Deus deseja que compreendamos que, antes de termos um Senhor, temos um Pai que nos ama sobremaneira, e que não irá nos obrigar a viver debaixo de um jugo, oprimidos sob um governo tirano. Não! Ele é o que “opera em nós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”( Fp 2.13).

Somos servos por amor, conduzidos docemente pelo nosso pastor aos pastos verdejantes e às águas tranqüilas que estão no centro da sua graciosa vontade.

Não tema a vontade de Deus! Largue o que for necessário para agarrar o que ele tem pra você e experimentará o gozo e a paz que excedem todo entendimento, pois “aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos 8.32)

Luciana Honorata Agostinho