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Medo de Amar

3 de janeiro de 2014 — 6 Comentários

tumblr_l1srgadkVE1qbn39vo1_500_largeReza um dito popular que gato escaldado tem medo de água fria, e apesar de não ser muito adepta de ditados, devo reconhecer que existe um tanto de verdade nisso. Uma lamentável verdade, aliás.

Quem foi ferido, abandonado, traído ou amou errado. Quem assistiu de camarote alguém muito querido sofrer por outrem; quem não foi valorizado ou tratado de forma digna; quem se deu completamente e recebeu muito pouco em troca; quem estava disposto a tudo por alguém e teve nada quando precisou; quem amou e se frustrou; quem apostou e “perdeu” ao invés de ganhar… Enfim, quem metaforicamente já bateu com a cara na parede e se arrebentou todo, sabe do que estou falando e, bem provavelmente, tem medo de amar.

Já ouvi tantas vezes, de tantas pessoas, de lugares e idades diferentes, que não acreditavam mais no amor, que isso já virou clichê. Elas parecem predispostas a ter essa atitude mental, e se acovardam tão facilmente, que comprometem a saúde da sua vida como um todo.

Gente que têm medo de amar, de se doar, de dar o melhor que possui, de acreditar nas pessoas e estabelecer seus relacionamentos com confiança, tudo por causa de antigas experiências frustradas que se tornaram uma espécie de referencial do mal, assombrando todos os vínculos que começam a ser estabelecidos. Gente dolorida por dentro, que caiu numa espécie de autismo emocional, e perde o melhor de quem é bom, por causa do pior de quem é mau.

Eu as entendo. Já levei meus baques, e não poucos. Já feri e fui ferida, e sei bem do que estou falando. Compreendo perfeitamente quem se comporta como um cachorro chutado, que se acua num canto de parede ao ver pés dentro de sapatos vindo em sua direção, e acho que a maior parte de nós já viveu isso de algum modo.

Não falo apenas de relacionamentos conjugais, me entenda, até porque não amamos somente dessa maneira. É claro que nesse tipo de relacionamento é bem mais frequente, mas tem gente que foi tão ferido pelos pais, por exemplo, que tem medo de amar o Pai celestial. Existem pessoas que já foram tão abandonadas por amigos, que não conseguem mais ter vida social. Há outras que foram tão exploradas, que não conseguem confiar em mais ninguém… Pessoas enganadas, traídas e abusadas. Tantos tipos de dor e medo, para tantas quantas diferentes maneiras de amar existam.

Porque amar, sejamos francos, também é sofrer, e acho que muitos de nós pensamos no amor de uma forma tão romântica, que não conseguimos enxergar isso. Amar de verdade envolve abnegação, compreensão e perdão. E nada disso é fácil. Significa deixar-se em segundo plano e aceitar o outro integralmente, o que significa que não vai ser exatamente como se quer ou espera.

Veja bem, não quero dizer que quem ama faz o outro sofrer (nunca jamais!), mas que quem ama sofre, pois a bíblia ensina que o amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta”, logo, ter medo de amar por ter medo de sofrer é uma grande contradição!

Amar é sofrer, e disso não podemos fugir. Não o tempo todo, não de todas as formas, mas de algum modo, sem dúvida. Há dor em engolir o orgulho. Há dor em perdoar (mas também há alívio). Há dor em priorizar os interesses dos outros em detrimento dos nossos. Há dor em renunciar. Há tanta dor em esperar, em ser gentil frente à rispidez, em silenciar diante da afronta… Há, de fato, muitas dores no amor, mas há graça para todas elas, e uma glória para cada uma.

Há um tipo de sofrimento que Deus não quer que passemos, é verdade. Há certas coisas que não precisamos mais passar, porque o Senhor já levou-as com ele na cruz. Não precisamos mais passar pela morte espiritual, definitivamente! Também todas as dores e enfermidades ele verdadeiramente carregou-as consigo, depois de toma-las sobre si, assim como a dor da privação, da miséria e do castigo. Não precisamos sofrer mais nada disso!

Mas Jesus nunca prometeu que não seríamos decepcionados pelas pessoas que amamos. Muito pelo contrário, ele advertiu que nossos inimigos seriam os da nossa própria casa (Mt 10.36), e ensinou sobre perdão tantas vezes, de tantas formas, com e sem palavras, que precisaríamos de um livro para falar de todas. Ele não enfeitou o maracá, nos fazendo acreditar que as pessoas nunca nos feririam – ele não nos iludiria jamais.  Preferiu gastar seu tempo ensinando-nos a como passar pelas decepções sem perder a paz, a alegria, a comunhão com Deus e… a fé nas outras pessoas!

Já pensou se Jesus pensasse como tantos de nós? Ele nunca teria restaurado Pedro, e teria ficado desconfiado com os outros dez depois da traição de Judas. Mas Jesus não tinha medo de amar – ou de quebrar a cara, como costumamos dizer. Ele acreditava sempre no melhor das pessoas, e apostava nelas sem receio algum.

Tratava-se dele e não dos outros. Do seu caráter, da sua personalidade, do seu jeito de ser. Acreditar nas pessoas, trata-se de quem nós somos ou queremos ser, e não de quem elas são! Decidimos acreditar no melhor das pessoas não porque conhecemos seus históricos de boas obras e ética profissional, seus caráteres indefectíveis e maduros, mas porque nascemos para ser crédulos, já que nenhum homem nasceu para ser mentiroso.

Pensando bem, Deus não nos fez para a mentira. Ele não nos criou para enganar e ferir, sermos rudes e mesquinhos. Nascemos de Deus e, essencialmente, com a sua capacidade de amar e crer nas pessoas, ainda que sejamos feridos novamente…

Eu decidi que não vou medir as novas pessoas que conheço pelas antigas. Cada indivíduo tem uma história, uma personalidade, um contexto de vida e um caráter. As pessoas que entram nas nossas vidas não têm culpa do estrago que outras que passaram antes fizeram. É injusto usar a mesma régua para medi-las. Além do mais, existe muita gente boa, com um coração segundo o de Deus e cheio de amor pra dar, para conhecermos… só precisamos encontrá-las.

Não estou dizendo com isso que devemos nos expor, ou sermos irresponsáveis com nossos relacionamentos, servindo de capacho para quem só pensa em nos usar. Longe disso! Há um ponto de equilíbrio nessa questão, como em qualquer outra. Mas acredito piamente que podemos ser menos covardes e deixar nossos corações livres para gratas surpresas, novas amizades, novos amores, novas conexões que serão verdadeiras dádivas de Deus para nossas vidas…

Sei disso porque aprendi do Mestre Jesus, e porque decidi ser ousada o suficiente para pôr em prática. Hoje eu digo “ainda bem…”, e com o coração cheio de gratidão, louvo a Deus pelas gratas surpresas que ele tem me proporcionado.

Medo de amar? Não mesmo! Pois “no amor não existe medo; antes o verdadeiro amor lança fora todo medo” e “aquele que teme não é aperfeiçoado no amor”.

Não temamos fazer aquilo para o que nascemos… Nós nascemos para amar.

Luciana Honorata

Travessia

6 de abril de 2013 — 3 Comentários

sinalizac3a7c3a3o1Percebi ontem que todas as vezes em que estou diante de um grande dilema, me vejo vestida num sobretudo escuro, na beirada de uma calçada, pronta para atravessar a rua numa tarde de inverno. Deduzi que provavelmente esta visão seja uma metáfora da minha alma a respeito do acontecimento iminente. O inverno das incertezas supostamente me exige estar preparada para o frio que a falta de alguns aconchegos familiares farão, logo em seguida à travessia. Depois de alguns passos, lá estarei eu, na outra margem, separada do antigo por algumas novas distâncias.

Na maioria das vezes, eu não quero atravessar.

O que mais me marca nessas visões, é a minha nada sutil hesitação. Não é o cenário vintage, o tremular das folhas ao vento gélido, nem o vai e vem dos carros. Até os figurantes passam desapercebidos… Tudo, na verdade, parece meio estático e desfocado, com aquela insistente hesitação em negrito. Pouco do que se passa do lado de fora me chama atenção, mas posso notar cada milímetro de todo o titubeio do meu relutante coração dentro do peito.

O diretor dessa cena deu um close no apego. No foco dessa lente estão o medo das mudanças e a perda de tesouros emocionais – de fases que, uma vez abandonadas, serão apenas vagas lembranças agridoces. Abraço-as todas por dentro, numa despedida prolongada, como se faz com os amores que se deixa ao longo do caminho. Sofro por antecipação de tudo o que não viverei mais.

Entenda, não é que eu vá sentir falta de pessoas, nem de coisas; nem é falta de cidades ou lugares. É falta de quem eu era, antes da passagem que ainda não fiz, mas que me aguarda bem ali.

Sinto falta, ainda aqui, sob o ar denso do inverno, no meio fio da (in)decisão, bem no centro da hesitação protagonista, como alguém com um déjà vu prolongado que espera até o momento em que o farol, ainda intermitente no pestanejar, lhe permita mais alguns momentos bem ali, onde está…

Antes que ele feche, porém, bem no último segundo, estou decidida a correr, porque mesmo com saudade do conhecido, minha curiosidade apaixonada sempre me faz preferir ver o que está lá, exatamente do outro lado, no final da travessia.

Luciana Honorata

Falamos da última vez sobre o medo de ficar só por causa do preconceito, vocês lembram? Ok, mas hoje, vou falar um pouco sobre o medo de ficar sozinho por uma questão de auto-afirmação.

Vamos, primeiro, combinar que não é fácil ser cobrado pelos outros, ok? Contudo, existe algo pior do que isso, que é cobrar a si mesmo! A mais cruel exigência muitas vezes vem da nossa própria alma, a qual o diabo vem espezinhar, cutucar, questionar… Sempre que puder, ele vai fazer você se sentir errado, enganado, e sugerir que você “dê um jeitinho” com as próprias forças na sua situação. Satanás é especialista em forjar medo, e sempre vai tentar injetá-lo em nós, pintando um quadro na sua mente de que você vai acabar ficando velho, amargo e sozinho, jogado em um asilo. Continue lendo…

Bem vindo à terceira parte da nossa longa e profunda reflexão sobre ser solteiro!

Pois é gente, é duro de admitir, mas um dos maiores impedimentos à felicidade dos solteiros é esse: o medo de ficar só, vulgo “ficar para titia (o)”, ou como chamamos aqui no nordeste brasileiro, medo de “ficar no caritó”.

Eu confesso que já passei por essa fase, e testemunho que um dos maiores desafios que um solteiro enfrenta é o de vencer esse temor. Isto porque, de certo modo, estar sozinho implica muitas e muitas coisas que vão muito além da “simples” solidão, mas inclui questões de auto-afirmação, assim como o medo de sofrer preconceito. Continue lendo…

Só Para Meninas

4 de dezembro de 2010 — Deixe um comentário

Oi, gente! Estou inaugurando uma seção no blog só para meninas! Nada contra os rapazes, ok? Mas nesses dias estava meditando sobre como o Senhor me libertou como mulher em áreas nas quais vejo tantas e tantas meninas sofrendo, que decidi também usar este espaço para abençoar outras garotas naquilo em que Deus me alcançou.

Sempre resisti a escrever ou pregar para mulheres, e não sei explicar bem o porquê disso, mas acredito que seja pelo fato de ter ouvido inúmeras ministrações desequilibradas e discriminatórias sobre nós, ou mesmo porque, para mim, ministério feminino era sinônimo de mulheres chorosas reunidas para orar por um marido – ou para consertarem o que têm. No entanto, como em muitos outros casos, eu estava errada, e Deus tem transformado e ampliado a minha visão sobre este tema, e derramado graça sobre a minha vida para ministrar dentro dele. Continue lendo…

Solidão

20 de novembro de 2010 — 12 Comentários


Você pode ter pensado ao ler o título: “lá vem, mais um texto ‘Deus é contigo, você não está só'”, no entanto, apesar deste ser um tema válido e bastante útil, não é meu intuito abordá-lo por ora.

O fato é que eu percebi que a solidão é mal vista por muitas pessoas. Na verdade, pela maioria delas. Conheço pessoas que têm tanto medo da solidão, e desprezam-na tanto, que não se sentem confortáveis sequer de ir ao banheiro sozinhas, mas têm sempre que convidar alguém para acompanhá-las. Elas precisam de companhia para tudo: dormir, acordar, tomar café, trabalhar, assistir TV, orar, viver… Enfim, difícil mesmo é encarar a solidão e o seu silêncio.

Não que eu considere o isolamento a “nova forma de vida”, ou o ideal para o homem, de forma alguma. Isto seria uma tremenda heresia! Eu sei que precisamos uns dos outros, pois a Bíblia enfatiza este fato, sobretudo no Novo Testamento. Entretanto, pergunto-me como é possível que alguém seja cristão e não saiba apreciar a solidão, isto é, a ausência de companhia física por perto.

Ficar sozinho não somente muitas vezes é uma bênção, como em outras, na verdade, é uma necessidade. Não há como termos comunhão com Deus, se não tivermos momentos solitários. Bons períodos de isolamento irão nos proporcionar excelentes momentos com o Senhor, que aprofundarão o nosso relacionamento com Ele, gerando intimidade.

Deus deseja que o conheçamos de forma particular, pessoal, não apenas como os homens de terno e gravata o apresentam nos domingos à noite. Há um Deus além-púlpito, além-imposição de mãos, além-gabinetes pastorais e além-profetas.

Há um Deus que é Pai, quando procurado para o alento e suprimento do filho que estende os braços. Há um Deus que é amigo, quando precisamos desabafar e chorar no colo de alguém que nos compreenda. Há um Deus que é juiz daqueles que ousam nos afrontar. Há um Deus na solidão do nosso quarto, à espera dos nossos corações rendidos.

Jesus sabia disso. Ele aprendeu a usufruir da solidão naquilo que ela tinha para oferecer de melhor. Aliás, Jesus era especialista em aproveitar o melhor das coisas, das pessoas, das circunstâncias… Ele sabia tirar “leite de pedra”, como diriam os mais experientes, e ele é o nosso exemplo.

Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte. João 6.15

Jesus recolhia-se solitariamente em cima dos montes, onde pudesse falar e só ser ouvido pelo Pai. Algumas vezes durante o dia, outras enquanto todos dormiam. Ele desfrutava de uma “solidão” muito bem-acompanhada, longe de todo o burburinho dos alvoroçados discípulos emocionados com os grandes sinais que operava e das mãos estendidas buscando o pão ou a cura. Longe das “tapinhas” nas costas daqueles que queriam agradá-lo e promovê-lo, e mais longe ainda das palavras ferinas dos fariseus que o perseguiam. Ele distanciava-se de tudo e todos, para ficar somente perto daquele que tinha todas as respostas, para todas as perguntas.

Era ali, na comunhão com o Pai, que ele se fortalecia para mais um dia de renúncia e santidade. Era no silêncio do isolamento que a voz do Espírito de Deus se sobressaía apontando o caminho dos milagres e sussurrando as revelações.

O fato é que, somente quando estamos sozinhos, temos a oportunidade de sondar os nossos corações em busca das convicções que Deus tem depositado neles. Muitas vezes, estamos sem direção simplesmente por que queremos recebê-la em frente à TV, ou enquanto nos dedicamos aos sites de relacionamento e às salas de bate-papo.

Penso que teríamos muito mais luz nas nossas vidas, se aprendêssemos a amar a solidão nos termos certos, e a cultivar esses momentos com mais zelo, tornando-os mais freqüentes e entregando-nos com mais fervor.

Lembremo-nos sempre: Deus é galardoador daqueles que o buscam (Hebreus 11.6b), não diante dos homens, mas na solidão do quarto fechado.

Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. -Mateus 6.6

Luciana Honorata

Ele é quem sabe…

15 de junho de 2009 — Deixe um comentário

“Eu é que sei  os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” (Jeremias 29.11)

“Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55.9)

Demorei muito tempo até desvincular esses dois textos na minha mente, e compreender que eram distintos. Eu simplesmente pensava que eles eram um só, e me atrapalhava sempre. Acredito que isto aconteceu porque foi através deles que o Espírito Santo me ensinou a confiar no Pai. Foi a partir daí, que segurança e conforto foram ministrados ao meu coração, pois tinha medo do meu futuro, até compreender profundamente como Deus pensava a meu respeito.

Talvez você ainda sinta medo da vontade de Deus para sua vida por algum motivo, mas a boa nova é que a Palavra declara que ele tem pensamentos bons e planeja um futuro de paz, não de mal, para nós. Isto não é maravilhoso? Pense bem: a mesma palavra que nos convenceu a respeito da vida eterna por meio de Jesus, nos garante que Deus, cheio de amor, tem pensamentos de PAZ, e não de mal, a nosso respeito, e isso tudo para nos dar o futuro que desejamos!

Gosto dessa versão porque diz: “EU É QUE SEI que pensamentos tenho a vosso respeito”. Descobrimos que é Ele quem sabe, e não nós, os planos que ele tem para que sejamos plenos.

Nosso Pai nos conhece muito melhor que qualquer outra pessoa, e melhor até do que nós mesmos. Ele sabe do que precisamos e o que nos fará felizes, até mesmo os desejos mais secretos, pois nos sonda e conhece.

Além disso, seus pensamentos e caminhos são muito mais altos do que os nossos, assim como os céus são distantes da terra! Aleluia! É por isso que não há nada que possamos planejar que seja mais completo e perfeito do que os planos de Deus, e também que nos sintamos tão insatisfeitos quando estamos vivendo da nossa própria maneira.

Muitas vezes, nos “seguramos” dentro dos nossos próprios projetos, impedindo que os planos superiores do Pai se cumpram em nós… Sejam relacionamentos conjugais ou de amizade, uma carreira que nos dá estabilidade, uma posição no departamento da igreja que nos dá destaque, hábitos ou idéias estabelecidas… enfim, não importa o que seja, precisamos “soltar” aquilo que é ideia nossa, e não está dentro do que o Espírito Santo, no seu ministério de ajudador, nos mostra que faz parte do plano de Deus. Precisamos ficar “com as mãos livres” e pegar o que ele já tem preparado para nós, sem medo.

Certa vez, conversei com uma amiga que dizia temer que Deus a lançasse no campo missionário, em algum lugar distante, miserável e sozinha, e por isso, não se firmava na igreja. Pessoas assim não conhecem o caráter de Deus e são dignas de compaixão.

Infelizmente, é assim que muitos cristãos estão vivendo: uma vida medíocre e vazia, mesmo sendo nascidos de novo, por que têm dado ouvidos aos temores que o diabo tem lançado sobre eles, desviando-os da vontade do Pai.

No entanto, a verdade é que não precisamos temer a vontade de Deus, pois é “boa, agradável e perfeita”(Rm 12.2) e o “verdadeiro amor lança fora todo medo”(1 Jo 4.18).

Deus deseja que compreendamos que, antes de termos um Senhor, temos um Pai que nos ama sobremaneira, e que não irá nos obrigar a viver debaixo de um jugo, oprimidos sob um governo tirano. Não! Ele é o que “opera em nós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”( Fp 2.13).

Somos servos por amor, conduzidos docemente pelo nosso pastor aos pastos verdejantes e às águas tranqüilas que estão no centro da sua graciosa vontade.

Não tema a vontade de Deus! Largue o que for necessário para agarrar o que ele tem pra você e experimentará o gozo e a paz que excedem todo entendimento, pois “aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos 8.32)

Luciana Honorata Agostinho